quarta-feira, fevereiro 27, 2008



É incrível como o primeiro disco do Soft Cell - Non Stop Erotic Cabaret (fotos das capas do vinil) -, de 1981, é uma obra-prima histórica. Uma viagem pelos pulgueiros sexuais mais baratos, sórdidos e sujos; uma ode à perversão e à libidinagem. As letras de Marc Almond são do nível das melhores que Lou Reed já fez. E as melodias até hoje me impressionam. Lembro de ter dito isso a um amigo certa vez, e ele me ridicularizou. Achava um absurdo que tal disco fosse tão bom. Jogando verde alguns meses depois, citei novamente o disco, e ele concordou que era uma obra-prima. É impressonante que nunca tenha sido lançado em CD no Brasil, e até outro dia não existia nos EUA também. Uma das maiores obras dos anos 80, em toda arte pop. Desculpe a empolgação, mas o disco é realmente demais.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008


São dois discos de 1983. Fazia uns vinte anos que eu não ouvia The Romantics, banda que começou meio hard rock poser punk e virou new-romantic com tintas de AOR (Adult Oriented Music). Motivado pelas vinhetas da VH1, resolvi ouvir o disco deles do tal ano, In The Heat (depois da virada de estilo), para comprovar que a úncia música boa (e, no caso, muito boa) é a da vinheta: "Talking In Your Sleep". As restantes são um arremedo do pior que se fazia na época, algo entre um Visage com defeito e um Adam & the Ants sem 1% da genialidade. Uma pena.
Aí o jeito foi passar para outro disco de 1983, o clássico Thriller, de Michael Jackson, que acabou de sair em versão comemorativa de 25 anos, cheia de bônus e outras frescuras mais (para obrigar o fã que já havia comprado a remasterizada definitiva que saiu anos atrás comprar de novo - haja falta de respeito). Não é tão bom quanto Off the Wall (1979), mas é um belo disco. Só "Billy Jean", "The Girl is Mine" e "Human Nature" bastam para justificar a fama do disco. Serviu também para reabilitar o estranho ano de 1983 (decadência da new-wave, da black music e do pós-punk, ano de entressafas no Heavy Metal e de indecisões no hip-hop e no tecno-pop.

atualização: Thriller, na verdade, foi lançado em 1982. Minha memória é da época do lançamento nacional, e com isso não fui verificar. Foi mal. Obrigado ao leitor João Carls, que me avisou.
Não chega perto da obra-prima I Am Shelby Lynne, mas é bem bonito. Daquele tipo de disco que te cativa aos poucos, demora para se afirmar, mas quando o faz, te pega de jeito.

domingo, fevereiro 10, 2008

Redescobrindo Adam and the Ants. Lançaram três belos discos entre 1979 e 1981. O melhor deles é esse aí da foto, Kings of the Wild Frontier (1980). É nele que está "Antmusic", um hino do pós-punk tribal, a meio caminho da new-romantic que eles imortalizariam no álbum seguinte, Prince Charming (1981), com o hit "Stand and Deliver". Junto do Duran Duran, foram a banda chave do início dos anos 80 na Inglaterra, mas infelizmente ainda são subestimados. Procurem também Friend or Foe (1982), o primeiro e sensacional solo de Adam Ant. O grande hit do disco é "Goody Two Shoes".

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adendo: descobri agora que a música "Relax, Take it Easy", do Mika, é um plágio descarado de "(I Just) Died in Your Arms", do Cutting Crew. Como o plágio é melhor, chamemos de folk process.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Prestando tributo a uma das melhores revistas que existem, a inglesa MOJO
(mas como eles cairam no conto do Oasis, valha-me Deus)

100 Modern Classics: Greatest Albuns of Mojo Lifetime

1
Jeff Buckley
Grace
1994

2
Johnny Cash
American recordings
1994

3
Radiohead
OK computer
1997

4
Bob Dylan
Time out of mind
1997

5
Oasis
Definitely maybe
1994

6
Flaming lips
The soft bulletin
1999

7
Radiohead
Kid A
2000

8
White stripes
Elephant
2002

9
Nirvana
Unplugged in New York
1994

10
Beck
Odelay
1996

11
Nick Cave and the Bad seeds
The boatman's call
1997

12
Spiritualized
Ladies and gentlemen we are floating in space
1997

13
Nirvana
In utero
1993

14
Massive attack
Mezzanine
1998

15
Bob Dylan
Love and theft
2001

16
Radiohead
The bends
1995

17
Johnny Cash
American III : Solitary man
2000

18
Teenage fanclub
Grand prix
1995

19
DJ Shadow
Endtroducing
1996

20
Bonnie 'Prince' Billy
I see a darkness
1999

21
Tom Waits
Mule variations
1999

22
Outkast
Speakerboxxx/the love below
2003

23
Buena vista social club
Buena vista social club
1997

24
Elliott Smith
Either/Or
1997

25
PJ Harvey
Stories from the city, stories from the sea
2000

26
Wilco
Yankee hotel Foxtrot
2002

27
Air
Moon safari
1997

28
White stripes
White blood cells
2001

29
Madonna
Ray of light
1998

30
Mercury rev
The deserter's song
1998

31
Lucinda Williams
Car wheels on a gravel road
1998

32
Beck
Mutations
1998

33
Strokes
Is this it
2001

34
Solomon Burke
Don't give up on me
2002

35
Portishead
Dummy
1994

36
Flaming lips
Yoshimi battles the pink robots
2002

37
Brian Wilson
Smile
2004

38
Belle and Sebastian
If you're feeling sinister
1997

39
Pulp
Different class
1995

40
PJ Harvey
To bring you my love
1995

41
Elvis Costello and the Imposters
The delivery man
2004

42
Jimmy Page & Robert Plant
No quarter
1994

43
Antony & the Johnsons
I am a bird now
2005

44
Super furry animals
Rings around the world
2001

45
Kate Bush
Aerial
2005

46
Supergrass
In it for the money
1997

47
Queens of the Stone age
Rated R
2000

48
Bruce Springsteen
Devils & dust
2005

49
Gillian Welch
Time (the revelator)
2001

50
Blur
Blur
1996

51
Franz Ferdinand
Franz Ferdinand
2004

52
Ryan Adams
Heartbreaker
2000

53
Björk
Post
1995

54
Beastie boys
Ill communication
1994

55
Beta band
The 3 ep's
1998

56
Pavement
Crooked rain, crooked rain
1994

57
Libertines
Up the bracket
2002

58
R.E.M.
New adventures in hi-fi
1996

59
Magnetic fields
69 love songs
1999

60
Arcade fire
Funeral
2004

61
Oasis
(What's the story) Morning glory?
1995

62
Wu-Tang clan
Enter the Wu-Tang (36 chambers)
1993

63
Morrissey
Vauxhal and I
1994

64
Tortoise
Millions now living will never die
1996

65
Primal scream
Exterminator
2000

66
Neil Young
Sleeps with angels
1994

67
Lauryn Hill
The miseducation of Lauryn Hill
1998

68
Jon Spencer blues explosion
Orange
1994

69
Aimee Mann
Lost in space
2002

70
Sigur Rós
Agaetis byrjun
2000

71
Al Green
I can't stop
2003

72
Blur
Parklife
1994

73
Nick Cave and the Bad seeds
Abattoir blues/The lyre of Orpheus
2004

74
Norah Jones
Come away with me
2002

75
Verve
A Northern soul
1995

76
Bruce Springsteen
The ghost of Tom Joad
1995

77
Tricky
Maxinquaye
1995

78
Eminem
The Marshall Mathers lp
2000

79
Tinariwen
The radio Tsidas sessions
2002

80
Guided by voices
Bee thousand
1994

81
Manic street preachers
The holy bible
1994

82
Arctic monkeys
Whatever people say I am, that's what I'm not
2005

83
Prodigy
Music for the jilted generation
1994

84
U2
All that you can't leave behind
2000

85
Salif Keita
Moffou
2002

86
Paul Weller
Stanley road
1995

87
Jayhawks
Sound of lies
1997

88
R.L. Burnside
A ass pocket of whiskey
1996

89
Red hot chili peppers
Californication
1999

90
Maria McKee
Life is sweet
1996

91
Boards of Canada
Music has the right to children
1998

92
Manu Chao
Clandestino
1998

93
System of a Down
Toxicity
2001

94
Michael Head introducing the Strands
The magical world of the Strands
1998

95
Rufus Wainwright
Poses
2001

96
Underworld
Second toughest in the infants
1996

97
D'Angelo
Brown sugar
1995

98
Nine inch nails
The downward spiral
1994

99
Sizzla
Black woman & child
1997

100
Coldplay
A rush of blood to the head
2002

lista publicada na Mojo 150, Maio de 2006.

domingo, outubro 14, 2007

As 30 melhores bandas (e artistas) do rock nos anos 80, na ordem de hoje.

obs:

vale tudo, mas só são considerados os trabalhos concluídos na década de 1980.

Bandas como Depeche Mode e Sonic Youth teriam melhores posições se fosse da década de 1990. Slayer e Metallica nem estariam na lista.

Rolling Stones fizeram dois discaços, mas depois sujaram o nome com dois discos bem ruins: ficaram de fora.

No caso do Clash, Sandinista é tão bom que compensa a ruindade de Cut the Crap.

Claro que esqueci muita coisa, mas é assim mesmo.

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1) The Cure

o fino: 17 Seconds (1980), Pornography (1982), The Top (1984), The Head on the Door (1985), Desintegration (1989)

2) Killing Joke

o fino: Killing Joke (1980), What's This For? (1981), Revelations (1982), Fire Dances (1983), Night Time (1985)

3) Duran Duran

o fino: Duran Duran (1981), Rio (1982), Seven and Ragged Tiger (1983), Notorious (1986)

4) XTC

o fino: Black Sea (1980), Skylarking (1986), Oranges and Lemons (1989)

5) Pixies

o fino: Come on Pilgrim (1987), Surfer Rosa (1988), Doolittle (1989)

6) Slayer

o fino: Show no Mercy (1983), Hell Awaits (1984), Reign in Blood (1986)

7) Depeche Mode

o fino: Construction Time Again (1983), Black Celebration (1986), Music for the Masses (1987)

8) Metallica

o fino: Kill Em'All (1983), Ride the Lightning (1984), Master of Puppets (1986)

9) R.E.M.

o fino: Murmur (1983), Lifes Rich Pageant (1986), Document (1987)

10) Sonic Youth

o fino: Evol 1986), Sister (1987), Daydream Nation (1988)

11) Cocteau Twins

o fino: Garlands (1982), Head Over Heels (1983), Treasure (1984)

12) Judas Priest

o fino: British Steel (1980), Point of Entry (1981), Screaming for Vengeance (1982)

13) Saxon

o fino: Denim and Leather (1982), Power & The Glory (1983), Crusader (1984)

14) Lou Reed

o fino: The Blue Mask (1982), New York (1989)

15) The Smiths

o fino: The Queen is Dead (1986), Strangeways, Here We Come (1988)

16) The Clash

o fino: Sandinista (1981), Combat Rock (1982)

17) Kraftwerk

o fino: Computer World (1981), Electric Cafe (1986)

18) Neil Young

o fino: Reactor (1981), Freedom (1989)

19) (Clan of) Xymox

o fino: Clan of Xymox (1986), Medusa (1987)

20) Simple Minds

o fino: Sister Feelings Call (1981), Sons and Fascination (1981)

21) Split Enz

o fino: True Colours (1980), Time and Tide (1982)

22) The Cars

o fino: Shake it Up (1981), Heartbeat City (1984)

23) The Psychedelic Furs

o fino: Talk Talk Talk (1981), Forever Now (1982)

24) Siouxsie and the Banshees

o fino: Kaleidoscope (1980), Juju (1981)

25) Love and Rockets

o fino: Express (1986), Earth-Sun-Moon (1987)

26) Anthrax

o fino: Fistful of Metal (1983), Spreading the Disease (1985)

27) Electric Light Orchestra

o fino: Time (1981), Secret Messages (1983)

28) Savatage

o fino: Sirens (1983), Power of the Night (1985)

29) Kiss

o fino: Unmasked (1980), The Elder (1981)

30) Ultravox

o fino: Vienna (1980), Rage in Eden (1981)

sábado, setembro 22, 2007


Em Ligeiramente Grávidos, belo filme que estreou nesta sexta-feira, Seth Rogen ataca e Paul Rudd defende o Steely Dan, maravilhosa banda novaiorquina que mistura jazz, soul, country e rock com muita elegância. Claro, é som de quem tem mais de trinta anos, o que não impede os mais jovens de gostar também (porque classificações desse tipo são sempre equivocadas).

Can't Buy a Thrill (1972) * * * *
Tem "Do it Again", a mais famosa, mas as melhores são "Dirty Work" e "Turn That Heartbeat Over Again".

Countdown to Ecstasy (1973) * * * *
No mesmo altíssimo nível do anterior, tem duas faixas que valem o disco: "Bodhisattva" e Show Biz Kids".

Pretzel Logic (1974) * * * * *
Sem dúvida o melhor disco dos caras. "Ricky Don't Loose That Number" e Through With Buzz", que emenda com a excelente faixa título, são para colocar no repeat e deixar tocar várias vezes.

Katy Lied (1975) * * *
Depois do melhor disco deles, vem o mais fraco, pelo menos antes da volta em 2000. Mas tem "Bad Sneakers", pra provar que é só uma pequena entressafra.
The Royal Scam (1976) * * * * *
Nova obra-prima, um disco quase tão bom quanto Pretzel Logic. Talvez seja o disco mais dançante da banda. O grande destaque é para "Green Earrings" e "Don't Take me Alive".

Aja (1977) * * * *
Quase ganhou a cotação máxima. Digamos que é o terceiro melhor disco da banda. "Peg" se sobressai com sua pegada irresistível. Se o anterior era o mais dançante, este pode ser considerado o mais classudo.

Gaucho (1980) * * *
É o disco que tem o mega-hit "Hey Nineteen". E começa com "Babylon Sisters", outro clássico. Mas não está entre os melhores deles.
Alive in America (1995) - nunca ouvi, mas a banda nunca foi muito bem falada por seus shows.

Two Against Nature (2000) * * *
Agradável de se ouvir, mas perde pra qualquer disco solo de Donald Fagen.

Everything Must Go (2003) * * *
Um pouco melhor que o anterior, mas ainda um tanto engessado. Esses dois últimos discos eu só escutei em CD, e poucas vezes, fica difícil lembrar quais as faixas que mais gostei. Reouvirei assim que os festivais de cinema acabarem, e farei um post aqui se descobrir alguma injustiça.

DONALD FAGEN

The Nightfly (1982) * * * *
Apesar do hit "New Frontier" assustar bastante, o disco é delicioso, com destaque para "Ruby Baby" e "I.G.Y.", também hits.

Kamakiriad (1993) * * * * *
O disco para uma festa perfeita, mas também o disco perfeito para uma longa viagem de carro.

Morph the Cat (2006) * * * *
Muito suingue e letras que falam da proximidade da morte. Um disco ao mesmo tempo alegre e muito triste.

WALTER BECKER

11 Tracks of Whack (1994) * * *
Um disco simpático e bem eclético, mas sem a força e a classe dos discos da banda. Fez com que muita gente na época afirmasse que Donald Fagen não era 70% da banda, como se achava, mas 90%, o que talvez seja injustiça.

quarta-feira, setembro 19, 2007


Uriah Heep, banda injustiçada, hard rock com backing vocals esganiçados, teclados hammond distorcidos, e refrões ganchudos. São bregas na maior parte do tempo, do tipo que qualquer crítico musical descolado odeia até a morte. Mas são muito bons, principalmente nos anos 70. Esses dois aí de cima são os clássicos, respectivamente o quarto e o quinto discos, o auge da banda, com David Byron no vocal - também conhecido como o Belchior do Reino Unido. Tão bons quanto o Deep Purple, mas poucos reconhecem.

As cotações:

Very 'Eavy Very 'Umble (1970) * * *

"se essa banda fizer sucesso, eu comito suicídio" - um crítico do Melody Maker

Salisbury (1971) * * * *

Um arraso da guitarra de Mick Box na faixa título.

Look at Yourself (1971) * * * *

Ensaiando algo grande

Demons and Wizards (1972) * * * * *

Algo grande

The Magician's Birthday (1973) * * * * *

Pop perfeito e hard prog convivem harmoniosamente.

Live (1973) * * * *

David Byron é mestre.

Sweet Freedom (1973) * * * *

Meu primeiro e inesquecível contato com a banda.

Wonderworld (1974) * * *

Não é fraco como muitos dizem, e não é bom como a fase faria supor.

Return to Fantasy (1975) * * * *

John Wetton (baixo) rules.

High and Mighty (1976) * *

Sempre uma nova chance, sempre a decepção. Último com David Byron.

Firefly (1977) * * * *

John Lawton (ex-Lucifer's Friend) assume com seu vocal fenomenal.

Innocent Victim (1977) * * * *

O pop perfeito e gostosamente brega está de volta com "Free Me".

Fallen Angel (1978) * * * *

Meu guilty pleasure. Disco tão errado quanto delicioso.

Conquest (1980) *

Stevie Wonder errou de endereço.

Abominog (1982) * * * *

O triunfo do AOR.

Head First (1983) * *

A derrocada do AOR

Equator (1985) mico

Sem comentários

Raging Silence (1989) *

Bernie Shaw what???

Different World (1991) * *

Hummmm

Sea of Light (1995) - nunca ouvi... falha minha

Sonic Origami (1998) * * *

"De onde menos se espera, é de onde não sai nada mesmo.". A frase de Millôr Fernandes é desafiada por este disco surpreendente.

Depois disso perdi o contato. E o monte de ao vivos que a Castle lançou não me entusiasmou. Prefiro ficar com os dois primeiros solos de Ken Hensley (o tecladista/guitarrista/compositor dos discos clássicos)

terça-feira, maio 15, 2007

Desafiado pelo Alessandro, posto novamente no mesmo dia.

TOP Macca solo (com ou sem Wings)

1 - Ram (1971)
2 - Wild Life (1971)
3 - Band on the Run (1973)
4 - Paul Mccartney (1970)
5 - Tug of War (1982)
6 - Flaming Pie (1997)
7 - Wings at the Speed of Sound (1976)
8 - Driving Rain (2001)
9 - Venus and Mars (1975)
10 - Red Rose Speedway (1973)

Desculpem o sumiço. Pretendo voltar mais a este blog abandonado e querido. Por enquanto, entro aqui apenas para postar que Moontan, o mais famoso álbum do Golden Earring, talvez seja o mais fraco que a banda produziu nos anos 70. Cheguei a essa conclusão reouvindo Eight Miles High (1970), Together (1972), Switch (1975) e To The Hilt (1976) - o melhor deles todos -, além do supracitado. E lembrando da maravilha que é Contraband (1976) e dos achados melódicos de Grab it For A Second (1978). Ah, como não ouvi No Promises - No Debts (1979), não posso confirmar minha forte suspeita.

terça-feira, março 06, 2007


O preconceito continua prejudicando o conhecimento dessa banda maravilhosa. Meu irmão, por exemplo, um dos maiores conhecedores de música pop desde os anos 50 até hoje, sempre diz que a banda é o Peter, Paul & Mary do Prog. Até tem sua razão, mas ele se esquece que a banda conta com dois dos melhores músicos da história: o baixista Jon Camp, e o tecladista John Tout. São as duas maiores razões para se escutar os discos da banda até 1979. Depois, eles cairiam na fórmula pop que impregnou o prog decadente do final dos anos 70, e realizaram dois discos risíveis. Confesso que por causa disso, deixei de acompanhar a carreira deles, e mesmo a elogiada obra solo de Annie Haslam, essa vocalista tão festejada pelos fãs. Sua voz é realmente bonita, em alguns momentos, celestial. Mas o segredo do Renaissance, o ingrediente que os tornam sensacionais dentro do universo prog, é mesmo baixo e piano.
Os discos que eu ouvi:
Renaissance (1969) * * * * *
Illusion (1970) * * * *
os dois discos acima têm formação completamente diferente, com Keith Relf (ex-Yardbirds, depois Armageddon) como timoneiro, e sua irmã Jane Relf, de voz tão linda quanto a de Haslam, mas injustamente esquecida. Contava ainda com o ótimo baixista Louis Cenammo, e o tecladista virtuose e erudito John Hawken, ambos excelentes, mas que não souberam criar uma identidade para a banda, apesar do primeiro disco ser uma obra-prima.
Prologue (1972) * * * *
Ashes Are Burning (1973) * * * * *
Turn of the cards (1974) * * *
Scheherazade & Other Stories (1975) * * * * *
Live at Carnegie Hall (1976) * * *
Novella (1977) * * * *
A Song for All Seasons (1978) * * * *
Azure D'Or (1979) * * * *
Camera camera (1981) *
Time Line (1983) mico
Scheherazade tem uma música mais fraca, que puxaria o disco para as 4 estrelas (lembrando que aboli a meia estrela para seguir o padrão da Paisà): "The Vultures Fly High". Mas "Ocean Gypsy" é tão boa, tem uma melodia tão magnífica, que compensa. "Can You Understand", a faixa de abertura de Ashes are Burning, tem um piano que, sozinho, justifica as cinco estrelas dadas para o disco.

domingo, março 04, 2007

Nostalgia da adolescência

ou: só gosta de metal quem tem mais de 20 anos se gostou de metal na adolescência

SAXON

Saxon (1979) * * *
Wheels of Steel (1980) * * * *
Strong Arm of the Law (1980) * * * *
Denim & Leather (1981) * * * * *
The Eagle Has Landed - ao vivo (1982) * * * *
Power & the Glory (1983) * * * * *
Crusader (1984) * * * *
Innocence is no Excuse (1985) * * * *
Rock the Nations (1986) * * *
Destiny (1988) *
Solid Ball of Rock (1991) * *
Forever Free (1993) * * *
Dogs of War (1995) * * *
The Eagle Has Landed II (1996) * * * *
Unleash the Beast (1997) * * *
Metalhead (1999) * * *
Killing Ground (2001) * * *
Lionheart (2004) * *
The Eagle Has Landed III - ao vivo (2006) * * *

SCORPIONS

Lonesome Crow (1972) * * *
Fly to the Rainbow (1974) * * *
In Trance (1975) * * * *
Virgin Killer (1976) * * * *
Taken by Force (1977) * * * *
Tokyo Tapes (1978) * * *
Lovedrive (1979) * * *
Animal Magnetism (1980) * * * *
Blackout (1982) * * * *
Love at First Sting (1984) * * *
World Wide Live (1985) * *
Savage Amusement (1988) * *
Crazy World (1990) * *
Face the Heat (1993) * * *
Live Bites (1995) * *
Pure Instinct (1996) * * *
Eye II Eye (1999) mico
Moment Of Glory (2000) *
Acoustica (2001) *
Unbreakable (2004) nunca ouvi

sábado, março 03, 2007


Reouvi hoje este primeiro LP solo de Dave Mason, do Traffic. Confesso que me desapontei. Alone Together é um disco bem simples, bem chavão do que se produzia no começo dos anos 70, com um pouco de rock, de folk e de baladas pop, tudo na medida para estourar nas paradas. O LP é bonito, com capa que abre, e vinil colorido, mas o conteúdo fica muito a dever a qualquer disco anterior do Traffic.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Reativando esta pocilga para reindicar um álbum magistral, perdido em 1972, numa fase intermediária de um grupo nunca muito lembrado. Trata-se de Bare Trees, a obra-prima do Fleetwood Mac. Sem Peter Green, sem Jeremy Spencer, Danny Kirwan comanda, e compõe cinco faixas essenciais, das quais "Sunny Side of Heaven", "Dust" e "Child of Mine" podem ser consideradas, sem exagero, das melhores coisas que surgiram na década de 70. Claro, tem "Sentimental Lady", a maravilhosa canção de Bob Welch, que faz arrepiar de tão linda, com backing vocals brilhantes e uma melodia pouco óbvia no refrão. A banda ainda faria belos discos, especialmente Heroes are Hard to Find (1974), Fleetwood Mac (1975), Rumours (1977) e Mirage (1982), mas nenhum chega perto da excelência de Bare Trees, álbum fundamental que segue e aprofunda a linha mais pop do álbum anterior, o ótimo Future Games (1971).

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Kevin Ayers - Didn't Feel Lonely

duelo entre Ollie Halsall, um dos maiores guitarristas da história e Andy Summers, um guitarrista muito bom
Patto

Uma das bandas mais subestimadas dos anos 70. Lançou três obras-primas. Essa música é da primeira delas

domingo, novembro 05, 2006

RUPERT HOLMES - HIM

Pop descartável e delicioso
Novos links adicionados:

blog do meu irmão, que finalmente se rendeu à blogosfera:

http://cantodocrooner.blogspot.com

ele promete falar de música, futebol e o que der na telha.

também adicionei o link da nossa loja:

www.jardimeletricodiscos.com.br

meu irmão fica muito mais lá que eu, para a sorte dos clientes. e de quem gosta de elvis, diz ele.

domingo, outubro 29, 2006

Focus- Hocus Pocus (live '73)

sandice pura
van der graaf generator - theme one

inacreditável
van der graaf generator - plague of lighthouse keepers pt.3

a parte mais violenta, e também a mais bela da longa suite que cobre todo o lado b da obra-prima Pawn Hearts (1971)

quinta-feira, outubro 19, 2006

Novo do Iron Maiden na praça. Ainda não ouvi, mas... Já fiz um cotações Iron?

os álbuns - e a melhor faixa de cada um (até Fear of the Dark, pois a partir daí ou eu não lembro, ou não ouvi suficientemente bem pra ter preferida)

Iron Maiden (1980) * * * * "Remember Tomorrow"

Killers (1981) * * * * * "Wrathchild"

Maiden Japan (1981) * * * 1/2

The Number of the Beast (1982) * * * "Children of the Damned"

Piece of Mind (1983) * * * * * "Where Eagles Dare"

Powerslave (1984) * * * * * "Aces High"

Live After Death - duplo ao vivo (1985) * * ah, não sei não

Somewhere in Time (1986) * * * * "Waysted Years"

Seventh Son of a Seventh Son (1988) * * * 1/2 "The Clairvoyant"

No Prayer for the Dying (1990) * * "Holy Smoke"

Fear of the Dark (1992) * * * "Be Quick or Be Dead"

A Real Live One (1993)
A Real Dead One (1993)
Live at Donnington (1994)
The X Factor (1995) *
Virtual XI (1998) *
Brave New World (2000) * * * 1/2
Rock in Rio 2 (2002) nunca ouvi
Dance of Death (2003) * * *

terça-feira, setembro 05, 2006

Alan Parsons Project, ou o reino da baba-prog:

(e as melhores faixas)

Tales of Mystery and Imagination (1975) * * * * sob a influência de Poe - The Raven, Doctor Tarr and Professor Fether, To One in Paradise.

I Robot (1977) * * * maior flerte com o pop - I Wouldn't Want to be Like You, Day After Day, Some Other Place.

Pyramid (1978) * * * 1/2 uma fórmula sendo formatada - Hyper Gama Spaces, One Good River, In the Lap of the Gods.

Eve (1979) * * * 1/2 disco feminista no Ano Internacional da Mulher - Winding me Up, Don't Hold Back, Lucifer.

The Turn of a Friendly Card (1980) * * * * 1/2 - o grande disco prog-pop da banda - Games People Play, Time, a suíte Turn on a Friendly Card (Snake Eyes, Nothing Left to Loose...)

Eye in the Sky (1982) * * * * 1/2 - o desbunde da baba pop e muita inspiração - Eye in the Sky, Silence and I, Old and Wise, You've Got to Get Your Fingers Burned

Ammonia Avenue (1983) * * * * - na mesma tocada do anterior - Since the Last Goodbye, Don't Answer Me, Ammonia Avenue, Dancing on a Highwire.

Vulture Culture (1984) * * * 1/2 - a baba começa a pesar - Separate Lives, Let's Talk About Me, Sooner or Later

Stereotomy (1985) * * * - disco confuso, mas de belos momentos - Stereotomy, Light of the World.

Gaudi (1987) * * * - idem - La Sagrada Familia, Standing on a Higher Ground, Paseo de Gracia.

depois é só Alan Parsons e tem seus momentos, mas raramente me empolga.

terça-feira, agosto 29, 2006

























Desculpem a ausência. Prometo pelo menos um post por semana daqui pra frente.

Justiça seja feita: Guilherme Arantes já foi muito bom...

sei que devo um cotações do Alan Parsons, o supra-sumo da baba pop-prog, mas resolvi passar o Guilherme na frente porque ele merece.

Moto Perpétuo (1974) - único disco da banda * * * *

carreira solo:

Guilherme Arantes (foto grande da esquerda)(1976) * * * * *
-tem "Meu Mundo e Nada Mais". Absurdamente genial até hoje. Mas também tem "A Cidade e a Neblina", "Cuide-se Bem", "Águas Passadas" e "Antes da Chuva Chegar".

Ronda Noturna (foto menor da esquerda)(1977) * * *
-um disco estranho, apesar de conter o clássico "Amanhã". Parece que ele tentava uma sonoridade mais pop, mas sem muito jeito.

A Cara e a Coragem (foto maior da direita)(1978) * * * * *
-um contrato grande com a Warner, e um disco confessional e tocante, que ficou melhor no CD, com o corte da desnecessária "Boa Viagem". Com essa música a menos, a coesão é notável, e o disco vira realmente "A" obra-prima dele. Os destaques são muitos: "Viva", "A Cara e a Coragem", "Brazilian Boys" (c'mon, c'mon, feijão com arroz...), "Show de Rock", "Brincos na Orelha", "Mas Ela Não Quer, Mas Ela Não Pode"...ah, todas são essenciais. Arranjos orquestrais belíssimos do próprio Guilherme, regidos por Rogério Duprat.

Guilherme Arantes (1979) * * *
-é o disco que tem a esquisita "Biônica". Tem a magistral "Êxtase" também, mas não entendo direito o que ele queria com esse álbum que tem a produção de Liminha.

Coração Paulista (foto menor da direita)(1980) * * * * 1/2
-Liminha agora se acertou com ele, garantindo um disco mais roqueiro e redondo. A faixa-título é um c´lássico, assim como "A Noite", "Brasília" e "Estranho".

Guilherme Arantes (1982) * * * 1/2
-aqui ele fez as pazes com o pop que não se encaixava no disco de 1979. Esse é pegajoso, certeiro, e garantiu pelo menos dois clássicos de seu repertório: "Lance Legal" e "O Melhor Vai Começar". Mas já dá pra sentir um ranço pasteurizado que iria predominar nos discos futuros.

Ligação (1983) * * 1/2
-maldição dos anos ímpares? alguns sucessos: "Rolo Compressor", Tão Blue", "Graffiti", "Pedacinhos" (a única realmente boa dessas todas)...a volta à Som Livre poderia ser mais inspirada.

Despertar (1985) * * * 1/2
-ainda que tenha uma capa piegas toda vida, e seja desfalcado dos compactos do ano anterior (Fio da Navalha e Xixi nas Estrelas), é o disco que encerra a maldição dos anos ímpares...ou pelo menos consegue uma trégua. Tem "Cheia de Charme", "Fã Nº 1", "Gaivotas", "Brincar de Viver", "Olhos Vermelhos", canções bacanas, ainda que não cheguem aos pés dos clássicos de 76 e 78. É sua estréia na CBS.

Calor (1986) * * *
-disco muito malhado à sua época. Injustamente, como podem comprovar as belas faixas "Coisas do Brasil", "Loucas Horas", "Mania de Possuir" e "Oceano". O problema é que as outras faixas só servem para encher o disco, salvo falha na memória.

Guilherme Arantes (1987) * *
-disco que me fez parar de acompanhá-lo...será que fui imprudente?

daí pra frente não posso mais cotar, já que pouco ouvi. Tem a coletânea Millenium, cheia de regravações e versões de sucessos internacionais para o português. Algumas são risíveis, como "Eu Queria Amor" (para My Cherie Amour, do Stevie Wonder) e "Alone Again" (para música de mesmo nome de Gilbert O'Sullivan), mas confesso que achei agradável ouvir "Muito Tarde" (para Too Late, de Carole King), e pelo menos uma faixa recente (bem...de 1996) me conquistou: "Hora de Partir o Coração".

domingo, agosto 20, 2006

Ouvir Zappa é sempre um luxo. Ouvir o lado 4 de You Are What You Is (1981) é comprovar que Zappa, além de ser o melhor guitarrista de todos os tempos junto com Dave Davies, é um compositor dos mais completos. Começando com "Heavenly Bank Account"(que na intro remete a "Dumb All Over", última do lado 3) e terminando com "Drafted Again", passando pelas obras-primas máximas "Suicide Chump" e "Jumbo Go Away", esse lado praticamente resume a história da música pop na segunda metade do século 20. Quem não ouviu trate de correr.

sábado, julho 22, 2006

cotações: ARGENT

banda de Rod Argent, ex-Zombies. Começou com um power pop psicodélico progressivo, mas foi indo cada vez mais na direção do prog jazz.

Argent (1969) * * * * 1/2
Ring of Hands (1970) * * * *
All Together Now (1972) * * * 1/2
In Deep (1973) * * * 1/2
Nexus (1974) * * * *
Encore: Live in Concert (1974) * * * 1/2
Circus (1975) * * * 1/2
Counterparts (1975) * * * 1/2

e dos ZOMBIES

Begin Here (1965) * * * * 1/2
Odessey and Oracle (1968) * * * * *

e do único disco solo de Colin Blunstone que ouvi inteiro:

One Year (1971) * * * * 1/2

tenho uma coletânea dele que tem grandes músicas dos dois discos que vieram depois, mais algumas de discos mais recentes, que não são tão boas.

num outro post as cotações Alan Parsons, para seguir na trilha de Colin Blunstone, já que a de Rod Argent ficou em alguma loja de instrumentos de Londres.

quarta-feira, junho 28, 2006

A pérola (publicada dia 19 de junho):

XXV GATHERINGKilling Jokewww.killingjoke.com Banda gótica de pouco sucesso faz 25 anos com show em Londres. Um hit, "Love Like Blood", a salva do total esquecimento. (LF)

o autor: Leandro Fortino.

Eu até achava que ele não falava mal de ninguém, mas depois dessa começo a achar que ele escreve como um volante cabeça de bagre que quer se livrar da bola. Coisas como essa mini-resenha, publicada no Folhateen, podem tornar a Folha de São Paulo uma das coisas mais ridículas da mídia impressa, seguindo os traços da Veja e, mais recentemente, da Época. Nem é o caso de defender uma banda que eu adoro, mas de constatar que o cara, na melhor das hipóteses, fez a resenha para ser mandado embora, e ninguém percebeu. Ainda dá tempo de reagir, para o bem do leitor. Mas coisas desse tipo não podem mais acontecer. Aliás, a mudança gráfica foi para pior, feita pensando em quem não gosta muito de ler. Álvaro Pereira Jr, de quem discordo com freqüência, mas sempre faço questão de ler, já havia reclamado da diminuição de seu espaço, causada pelo aumento da tipologia. É triste ver que quem tem algo a dizer cada vez mais perde espaço dentro do jornal.

quinta-feira, junho 15, 2006

GENESIS (parte 2) - 1978 - 1997

And Then There Were Three (1978) * * * * 1/2
disco um tanto indeciso e confuso, com medo de entrar de vez no pop. Mas é maravilhoso, com quitutes de primeira como Burning Rope, Scenes from a Night's Dream, The Lady Lies, Undertow e o carro-chefe do disco, a samba-rock Follow You Follow Me.

Duke (1980) * * *
disco que marca a liderança definitiva de Collins, rumo ao pop radiofônico. Banks ainda marca presença com boas idéias progs, especialmente na longa faixa que fecha o disco, mas quem dá o tom é Collins, com direito até a plágio de Sly and the Family Stone em Misunderstanding.

Abacab (1981) * * * *
o pop aqui está assumido, o que fez bem a eles. O disco possui um frescor que parecia se perder. Com a sessão de sopros do EWF, e o tecladinho safado de Banks em No Reply At All, clássico de FM da época. Mas Banks brilha mesmo em Another Record, faixa que encerra o disco.

Three Sides Live (1982) * * * 1/2
é o melhor disco ao vivo do Genesis, o que comprova a boa fase da era abacab, era do desbunde pop definitivo. No glorioso vinil, o lado 4 é preenchido com faixas que ficaram de fora dos discos anteriores, donde se destaca Paperlate.

Genesis (1983) * * * 1/2
é o disco que tem Mama, campeão de vendas cuja capa trazia figuras geométricas em amarelo e preto. Tem Home by the Sea também, que sugere uma recaída para o prog, que não se confirma.

Invisible Touch (1986) * *
disco bem mediano, com apenas algumas faixas que se salvam da preguiça comercial total: Land of Confusion, Domino e The Brazilian

We Can't Dance (1991) * * *
Vinil duplo, com mostras de boa forma por parte dos hitmakers. A faixa-título é esquisita o suficiente para merecer reaudições.

Genesis Live - Vol.1 (The Shorts) (1992) * *
preguiça pura. A MPB produziu muito disso nos últimos anos.

Genesis Live - Vol.2 (The Longs) (1993) * * 1/2
preguiça ainda, mas um pouco mais arriscada e menos comercial só com faixas mais longas.

Calling All Stations (1997) *
não há bom instrumental que resista ao novo vocalista Ray Wilson, o cara que fez shows a um real no Brasil. Podiam encerrar a carreira sem esta bomba.

sábado, junho 10, 2006

GENESIS (parte 1) 1969 - 1977

From Genesis to Revelation (1969) * * * *
vamos soar igual ao Bee Gees?

Trespass (1970) * * * *
guinada prog total e irrestrita

Nursery Crime (1971) * * * * *
phil collins estréia em altissimo estilo na batera. gênio. Ouça Fountain of Salmacis e comprove.

Foxtrot (1972) * * * * *
prog até a medula. supper's ready é o grande trunfo do disco.

Live (1973) * * *
som abafado e pouco vibrante.

Selling England by the Pound (1973) * * * * *
é o disco mais elogiado da fase prog. Pau a pau com Nursery Crime como o mais fantástico da banda.

The Lamb Lies Down on Broadway (1974) * * * * 1/2
álbum duplo com momentos de antologia (In the cage, Carpet Crowlers). Exagero dizer que é disco solo do Gabriel. Tony Banks brilha no disco, como sempre.

A Trick of the Tail (1975) * * * * 1/2
collins assumiu os vocais e não deixou a peteca cair. Que maravilha é Ripples.

Wind and Wuthering (1976) * * * * 1/2
Banks e Hackett brilham. Pena que essa formação se desmancharia logo. A belíssima balada Afterglow dá um sinal do que vem por aí.

Seconds Out (1977) * * *
duplo ao vivo meio devagar, com as músicas mais cadenciadas e collins tentando substituir Gabriel em clássicos como Firth of Fifth.

sexta-feira, junho 02, 2006

























Uma das maiores decadências da história da música pop:

TEARS FOR FEARS

The Hurting (1983) * * * * * a grande obra-prima do tecnopop. "Pale Shelter", Mad World", "The Prisoner", "Suffer the Children", "Watch me Bleed" e "Change" não me deixam mentir. Mas cada faixa é maravilhosa. Baixe já, ou compre o vinil importado (capa branca) na Jardim Elétrico

Songs for the Big Chair (1985) * * * só "Head Over Heels" é do nível das canções do primeiro disco. Ainda assim, o disco se aguenta bem até o final.

The Seeds of Love (1989) * * Não é Beatles cover como muitos falavam, mas é fato que a melhor faixa do disco (Sowing the Seeds of Love) lembra demais a banda de Liverpool.

Elemental (1993) * 1/2 triste

Raoul and the Kings of Spain (1995) * for God's sake

Everybody Loves a Happy Ending (2004) nunca ouvi, mas dizem que é melhorzinho.

terça-feira, maio 30, 2006

Eu sempre atendo a pedidos:

CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL

Creedence Clearwater Revival (1968) * * * * Oh, Suzie Q!
Bayou Country (1969) * * * * o som cristalizado
Green River (1969) * * * * parte dois
Willy and the Poor Boys (1969) * * * * * a obra-prima deles
Cosmo's Factory (1970) * * * * 1/2 a consagração de público
Pendulum (1970) * * * * 1/2 injustiçado
Mardi Gras (1972) * * que é isso?
Live in Europe (1973) * * * que sujeira!

melhor canção: Fortunate Son

sábado, maio 20, 2006


Cotações dos álbuns solo do melhor baixista de todos os tempos (e o cara que mais influenciou Lemmy Kilmister, do Motörhead):

Smash Your Head Against the Wall (1971) * * * * * o que o Who não aproveitava deste genial compositor, ele colocou aqui, inclusive uma versão fenomenal para "Heaven and Hell".

Whystle Rhymes (1972) * * * * * As melodias assobiáveis mais malucas que alguém poderia fazer. "Apron Strings" é a melhor canção do século 20.

Rigor Mortis Sets In (1973) * * * Mergulho meio sem jeito nos anos 50, e princípio dos 60, via Phil Spector (em espírito, não fisicamente)

Mad Dog (1975) * * * * Continua sem jeito o mergulho nos anos 50, mas agora é tão encantador que se torna irresistível

Too Late the Hero (1982) * * * 1/2 Bem pop, como mandava a época, mas bem legal também. A primeira faixa é um show à parte.

The Rock (1996) * * * Disco mais burocrático, mesmo assim, obrigatório

sábado, maio 13, 2006

faz tempo que não faço as infalíveis cotações. aí vai:

DEEP PURPLE:

Shades of Deep Purple (1968) * * * 1/2
The Book of Taliesyn (1968) * * * *
Deep Purple (1969) * * * * 1/2 o melhor com Rod Evans
Concerto for Group and Orchestra (1969) * * * 1/2
In Rock (1970) * * * * * Gillan rules
Fireball (1971) * * * * * absurdo
Machine Head (1972) * * * *
Made in Japan - duplo (1972) * * * 1/2
Who do We Think We Are (1973) * * * 1/2
Burn (1974) * * * * Coverdale e Hugges assumem
Stormbringer (1974) * * * * * negão até a medula
Come Taste the Band (1975) * * * * Blackmore fugiu

discos pós-separação:

Made in Europe (1976) * * * 1/2
Powerhouse (1977) * * * *
In Concert - duplo (1980) * * * *
Live in London (1982) * * * 1/2

a volta:

Perfect Strangers (1984) * * * * 1/2 que retorno!!!
House of Blue Light (1987) * * * tem até música pra Xuxa
Nobody's Perfect - duplo (1988) * * *
Slaves and Masters (1990) * 1/2 com o chorão Joe Lynn Turner
The Battle Rages On (1992) * * descobriram que sem o Gillan não dá pé
Purpendicular (1996) * * 1/2 Blackmore pulou fora de novo
Abandon (1998) * * 1/2 - Steve Morse de novo
Bananas (2003) * constrangedor
Rapture of the Deep (2005) * 1/2 já deviam ter acabado