Beach Boys again. Ouvindo M.I.U Album, de 1978, fica difícil acreditar que no ano seguinte eles fariam o terrível L.A. (Light Album). E que passariam a década de 80 com discos fracos e sem inspiração. MIU é o fino, nas melodias, nos arranjos vocais característicos. Brian Wilson voltou a gravar com a banda (no anterior, o igualmente ótimo Love You, ele só compôs pois não conseguia sair da cama). Empresta sua voz para algumas belas canções de sua autoria. Mas brilha mesmo com uma composição, "My Diane", cantada pela voz grave e sem igual de Dennis Wilson. Ouvindo essa música, fico pensando como eles conseguiam colocar a tristeza em notas simples, mas de uma menira mágica, isso porque eles ficaram conhecidos como banda alegre de surf music. Pobres coitados que nunca ouviram "Time to Get Alone" (do disco 20/20, de 1969) vão ficar repetindo essa asneira até quando?
A banda foi progressivamente, à partir de Friends (1968), abandonando as experimentações geniais de Brian para se dedicar ao mais perfeito formato pop. Álbuns como Sunflower e Surf's Up parecem súmulas de seus trabalhos nos anos 60, só que de forma mais simples, com menos requintes nos arranjos. Mesmo assim, não dá pra dizer que a banda caiu depois de Pet Sounds. OK, o disco é uma obra-prima. Mas tem muito mais: Wild Honey (1967), Smiley Smile (1967), Friends (1968), Sunflower (1970). E este MIU que não consigo parar de escutar (pois adquiri o vinil para a loja) quase chega lá. Além da estupenda "My Diane", ainda tem "Pitter patter", "Hey Little Tomboy" e "Match Point of Our Love". O disco saiu meses depois de Pacific Ocean Blue, a pérola de Dennis Wilson, triste e deflagradora ao mesmo tempo. Com esses dois discos, os irmãos Wilson, por vias tortuosas, resumem esse período musical de forma brilhante. Foram-se os arranjos psicodélicos dos 60s, entram os arranjos dançantes dos 70s. M.I.U., ainda que ligeiramente inferior à obra-prima de Dennis Wilson, capta ainda melhor essa mudança. E prova, após várias audições, o descontentamento dos irmãos com os rumos da música pop em 1977. Descontando Bamboo (álbum de raridades de Dennis) e a ressurreição de Brian Wilson em 1988, pode-se dizer que os dois álbuns (MIU e Pacific...) são testamentos de suas carreiras. Como se eles quisessem mesmo o abandono. Triste, mas compensador.
dividir impressões musicais com outros melômanos. boa leitura! *****obra-prima - ****ótimo - ***bom - **hummm - *pfui - mico. agora valem as meias cotações.
quarta-feira, abril 14, 2004
terça-feira, abril 13, 2004
ouvindo o mediano Should the World Fail to Fall Apart, o primeiro solo de Peter Murphy, fica claro que quem era bam bam bam no Bauhaus era Daniel Ash. O pior disco do Love and Rockets (sweet FA) é do nível do melhor de Murphy (Love Hysteria). Assim como Burning from the Inside, o quarto disco do Bauhaus, é o melhor, pois Daniel está mais participativo.
quinta-feira, abril 08, 2004
Daevid Allen - now is the happiest time of your life (1977) *****
Para quem gosta de Gong, é obrigatório conferir, além das primeiras viagens de Steve Hillage (fish rising, principalmente) os discos solos do doidão Daevid Allen, mentor e principal compositor do Gong, antes de sua debandada e da consequente usurpação do trono por Pierre Moerlen, que progressivamente foi tornando a banda jazz-rock com muito pouco sal. Allen era de gênio criativo semelhante ao de Frank Zappa. Tinha um ouvido privilegiado para timbres e melodias, mas ao contrário do bigodudo não era virtuose. Este disco é perfeito para os órfãos do Gong de Angel's Egg e You. As mesmas viagens espaciais, os mesmos vocais debochados e meio infantis, como se estivesse ninando uma criança. Além da sintética exploração de elementos do rock'roll dos fifties (a música "see you in the moontower" é o maior exemplo disso). Chego da Santa Efigênia, onde fui procurar um cabo para o aparelho de som, depois de dois chopes no bar do Léo e me deparo com este vinil, esperando uma limpeza para ser colocado à venda. Um belo presente de fim de tarde. E saudades do meu antigo CD. Agora tenho que me contentar com os MP3 completos da família GONG. Pensando bem...uma maravilha.
Para quem gosta de Gong, é obrigatório conferir, além das primeiras viagens de Steve Hillage (fish rising, principalmente) os discos solos do doidão Daevid Allen, mentor e principal compositor do Gong, antes de sua debandada e da consequente usurpação do trono por Pierre Moerlen, que progressivamente foi tornando a banda jazz-rock com muito pouco sal. Allen era de gênio criativo semelhante ao de Frank Zappa. Tinha um ouvido privilegiado para timbres e melodias, mas ao contrário do bigodudo não era virtuose. Este disco é perfeito para os órfãos do Gong de Angel's Egg e You. As mesmas viagens espaciais, os mesmos vocais debochados e meio infantis, como se estivesse ninando uma criança. Além da sintética exploração de elementos do rock'roll dos fifties (a música "see you in the moontower" é o maior exemplo disso). Chego da Santa Efigênia, onde fui procurar um cabo para o aparelho de som, depois de dois chopes no bar do Léo e me deparo com este vinil, esperando uma limpeza para ser colocado à venda. Um belo presente de fim de tarde. E saudades do meu antigo CD. Agora tenho que me contentar com os MP3 completos da família GONG. Pensando bem...uma maravilha.
eis o que o crítico Ted Mills escreveu sobre o fantástico Mark of the Mole, dos Residents:
After Eskimo, the band's attempt to sonically recreate Inuit tales through sound, the Residents began to undertake a similar project that would color the rest of their career. The Mark of the Mole trilogy would result in three albums and a world tour that would nearly bankrupt the band and Ralph Records, and cause (rumor has it) two of the original members to leave the band. It was also the beginning of the band's desire (often detrimental) to broaden their scope, to construct long concept albums, or imagine series of albums that would never be completed. Mark of the Mole imagines a race of mole workers who live underground and worship darkness and work (they're the heroes). When a flood forces them to flee their home, they migrate across the desert to the land of the Chubs, who subjugate them and cause war to break out. This is some of the grimmest, most discordant, rough hewn music the band has set down on record, with a grinding piece called "It Never Stops" summing up the tone of the record perfectly. Perversely, there is much to enjoy in this trip to the group's dark side, and the album's resolution truly feels like a breath of fresh air. — Ted Mills
´
É uma das bandas mais enigmáticas da história da vanguarda musical. É norte-americana. Seu Commercial Album é recheado de 40 canções de um minuto, de acordo com a idéia de que uma canção pop tem duas partes que são repetidas três vezez cada. Cortando-se as repetições, sobra o esqueleto de uma música pop.
O All Music Guide (apelidado de Some Music Guide), apesar das falhas evidentes, ainda é o melhor lugar para se pesquisar música lançada em CD. O site é mantido pelo AEC One Stop Group, responsável pelo AMIGO, o grande distribuidor de discos dos EUA.
After Eskimo, the band's attempt to sonically recreate Inuit tales through sound, the Residents began to undertake a similar project that would color the rest of their career. The Mark of the Mole trilogy would result in three albums and a world tour that would nearly bankrupt the band and Ralph Records, and cause (rumor has it) two of the original members to leave the band. It was also the beginning of the band's desire (often detrimental) to broaden their scope, to construct long concept albums, or imagine series of albums that would never be completed. Mark of the Mole imagines a race of mole workers who live underground and worship darkness and work (they're the heroes). When a flood forces them to flee their home, they migrate across the desert to the land of the Chubs, who subjugate them and cause war to break out. This is some of the grimmest, most discordant, rough hewn music the band has set down on record, with a grinding piece called "It Never Stops" summing up the tone of the record perfectly. Perversely, there is much to enjoy in this trip to the group's dark side, and the album's resolution truly feels like a breath of fresh air. — Ted Mills
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É uma das bandas mais enigmáticas da história da vanguarda musical. É norte-americana. Seu Commercial Album é recheado de 40 canções de um minuto, de acordo com a idéia de que uma canção pop tem duas partes que são repetidas três vezez cada. Cortando-se as repetições, sobra o esqueleto de uma música pop.
O All Music Guide (apelidado de Some Music Guide), apesar das falhas evidentes, ainda é o melhor lugar para se pesquisar música lançada em CD. O site é mantido pelo AEC One Stop Group, responsável pelo AMIGO, o grande distribuidor de discos dos EUA.
segunda-feira, abril 05, 2004
quinta-feira, abril 01, 2004
Creedence Clearwater Revival. bela trinca escutei agora. primeiro Pendulum (1971****1/2), com suas aberturas para o space rock (ok...aberturas bem tímidas). um discaço, apesar de Molina. o último grande disco da banda. depois, Willie and the Poor Boys (1970*****), algo como uma declaração de intenções. country-rock definitivo e antenado. a obra-prima do grupo. por último: green river (1969***1/2), grande álbum, mas um tanto derivativo de Bayou Country (1968****). Eles iriam repetí-lo em melhor embalagem como Cosmo's Factory (1969****1/2), encerrando o rock-rural e iniciando uma nova fase, contemplativa e espelhada no que estava rolando na época.
nas viagens para Maringá escuto Air (Moon Safari) e Four Tet (rounds). AIR é delicioso com sua mistura de soft pop com eletrônica. em alguns momentos parecemos escutar ELO, principalmente pelos vocoders (aquela voz de robôzinho). Four Tet foi indicação do amigo Ruy Gardnier e lhe sou eternamente grato. Trata-se de um dos discos mais geniais que ouvi nos últimos anos. com uma batida ora jazz-funk ora hip-hop, barulhos eletrônicos e acústicos (teclas e cordas em perfeita harmonia com ruídos industriais diversos), o som é um mantra que te leva pra uma outra dimensão. música sensorial da melhor espécie. desbancou radiohead do primeiro lugar em 2003 na minha lista. saiu no Brasil pela Trama. Altamente recomendável que se compre dois, um pra dar de presente.
sexta-feira, março 26, 2004
dica: como um frank zappa menos bem-humorado e bem menos erudito, Todd Rundgren sempre quis arriscar em tudo que é estilo. nesse sentido, é obrigatório ter em qualquer discoteca que se preze o álbum Todd, de 1974. não é lírico como something anything, nem enigmático como wizard, a true story, mas compensa com o que de melhor rolava na época na música pop. pode-se ouvir, no disco, de coisas à lá badfinger (grupo produzido por ele) a hard grandfunkiano (também produziu). álbum duplo essencial.
quinta-feira, março 25, 2004
ainda não comentei o lançamento em CD (finalmente) dos quatro discos que Neil Young não deixava lençarem, por não acreditar que os discos ficassem bons em formato digital. on the beach (1974 *****), american stars and bars (1977 ****), re-ac-tor (1981 ****1/2) e hawks and doves (1981****). são quatro discaços, principalmente on the beach que é um dos melhores discos do bardo (e consequentemente um dos melhores discos de rock de todos os tempos). mas reactor, que é esquecido e tido como menor, é uma pequena obra-prima, suja e melodiosa, com o crazy horse inspirado. é um disco bem paradigmático de sua carreira, talvez por isso mesmo subestimado. O que NY mostrou no recente Rock in Rio estava aqui em plena ebulição, mas nada tem de novo para quem o acompanhava desde os idos do buffalo springfield, o que causou menosprezo entre os cri-cris. ouça "opera star" ou qualquer faixa do lado 2 (as 4 últimas do cd descontando as bônus) e você vai entender. hawks and doves e american stars and bars são dois discos estranhos, que não se definem muito bem entre o country acústico e o rock sulista, mas encantam sem que se possa dizer porquê.
"Para alcançar toda beleza, três coisas me parecem fundamentais: esperança, luta e conquista."
A frase de Luis Buñuel é muito bonita. Mas não estou nem um pouco disposto a batalhar pra poder ver Pixies em Curitiba. É uma de minhas bandas prediletas, mas não tenho paciência pra mega-eventos. Os ingressos, dizem, acabaram em duas horas de venda pela internet. Eu nem fiquei sabendo que já estava vendendo. Desisto. Não gosto de shows concorridos.
A frase de Luis Buñuel é muito bonita. Mas não estou nem um pouco disposto a batalhar pra poder ver Pixies em Curitiba. É uma de minhas bandas prediletas, mas não tenho paciência pra mega-eventos. Os ingressos, dizem, acabaram em duas horas de venda pela internet. Eu nem fiquei sabendo que já estava vendendo. Desisto. Não gosto de shows concorridos.
quarta-feira, março 24, 2004
escuto neste exato momento o último do Church, forget yourself. bom, adoro a banda. apesar de raramente me surpreender com um lançamento deles (e a exceção foi the box of birds, álbum só de covers, uma mais bizarra que a outra) sempre gosto de seus discos. acho que as mudanças de sonoridades foram todas graduais. não houve rompimento algum com discos imediatamente anteriores. desde gold afternoon fix, um dos melhores, eles foram deixando o som mais etéreo, mais viajante, sem prejuízo das belas melodias compostas por kilbey e wilson-piper. essas mudanças culminaram naquele que, para mim, é seu melhor trabalho, magicians among the spirits, cujas comparações com hawkwind e dead can dance não me parecem levianas.
forget yourself segure na mesma toada, como todos os outros. mais um grande disco sem que grandes mudanças acontecessem. seguem uma fórmula, mas seguem-na tão bem que é difícil condená-los por entregar mais do mesmo. grande banda. vai merecer revisão disco a disco logo logo.
forget yourself segure na mesma toada, como todos os outros. mais um grande disco sem que grandes mudanças acontecessem. seguem uma fórmula, mas seguem-na tão bem que é difícil condená-los por entregar mais do mesmo. grande banda. vai merecer revisão disco a disco logo logo.
quinta-feira, março 18, 2004
18 de março, Dia Internacional do Saco Cheio
U2:
Boy (1980) ****
October (1981) ****
War (1983) ***1/2
Under the Blood Red Sky (1983) ***
The Unforgettable Fire (1984) ***1/2
Wide Awake in America (1984) ***
The Joshua Tree (1986) ***
Rattle and Hum (1988) **
Achtung Baby (1991) **
Zooropa (1993) ***
PoP (1997) *1/2
All That You Can't Leave Behind (2000) ***
U2:
Boy (1980) ****
October (1981) ****
War (1983) ***1/2
Under the Blood Red Sky (1983) ***
The Unforgettable Fire (1984) ***1/2
Wide Awake in America (1984) ***
The Joshua Tree (1986) ***
Rattle and Hum (1988) **
Achtung Baby (1991) **
Zooropa (1993) ***
PoP (1997) *1/2
All That You Can't Leave Behind (2000) ***
quarta-feira, março 17, 2004
lote gigante de LPs de heavy metal. portanto, dia de voltar a adolescência com Savatage, Manowar (os maiores picaretas da música), Motorhead e quejandos. a relação sentimental com uma época bacana me ajuda a continuar gostando dessas bandas. o duro é limpar tudo e pôr pra vender. vai demorar cerca de um mês.
sexta-feira, março 12, 2004
já que o dia está para listas, mando mais um Top 5: os 5 melhores discos de bandas brit-pop após a decadência do gênero.
1) SUEDE - Head Music
2) BLUR - 13
3) SUPERGRASS - Supergrass (o terceiro)
4) the BLUETONES - the return of the last chance sallon
5) BLUR - Think Tank
e os 5 melhores de brit-pop mesmo:
1) BLUR - Parklife
2) BLUR - The Great Escape
3) SUEDE - suede
4) MANIC STREET PREACHERS - Everything Must Go
5) PULP - Different Class
1) SUEDE - Head Music
2) BLUR - 13
3) SUPERGRASS - Supergrass (o terceiro)
4) the BLUETONES - the return of the last chance sallon
5) BLUR - Think Tank
e os 5 melhores de brit-pop mesmo:
1) BLUR - Parklife
2) BLUR - The Great Escape
3) SUEDE - suede
4) MANIC STREET PREACHERS - Everything Must Go
5) PULP - Different Class
quinta-feira, março 11, 2004
MC5. grande banda de Detroit. Proto-punk segundo muitos. Rock 'n' roll no que a palavra tem de melhor. O superestimado Kick Out the jams (1968 ***1/2) nem dá muita idéia do que estaria por vir. gravado ao vivo, com muita energia e barulhos mil, algo como um Sonics melhor produzido, mas bem menos inspirado. Um disco forte e inusitado para a época, não há dúvida, mas com o passar do tempo virou peça de museu ultrapassada por uma melhor utilização (inclusive por eles mesmos) do furor dos 20 anos. Com Back in the USA (1970 *****) eles cravariam de vez o nome na história do rock. Um disco imprescindível, com iguais medidas de fúria, melodia e suingue. Rob Tyner começa a cantar bem melhor e Dennis Thompson revela uma levada peculiar, principalmente em "Teenage Lust" e "Looking at You", as melhores do disco. High Time (1971****1/2) é o canto de cisne da banda, não alcançou sucesso algum e forçou a saída do selo Atlantic. Mas é um grande disco, um pouco mais pop que o anterior, ainda que faixas porradas como "sister anne" e "gotta keep movin" seguem a linha estabelecida em Kick Out the Jams. A banda estaria terminada, com ainda um apanhado póstumo de raridades em Babes in Arms (1983 ****1/2). Imperdível, já que a Trama (gravadora que a cada mês tem preços diferentes) lançou no Brasil.
quinta-feira, março 04, 2004
caroline now! the songs of brian wilson and the beach boys (2000 ****)
interessante disco-tributo ao genial brian wilson, privilegiando faixas pouco conhecidas. uma das melhores é a versão de alex chilton para "i wanna pick you up", faixa escondida no belo love you (1977). outras versões de destaque são: "lady" por eugene kelly, "all i wanna do" por june & the exit wounds, "go away boy" por the pearlfishers e "almost summer" por kim fowley. mas todas são pelo menos dignas, o que faz dessa coletânea lançada pelo selo alemão Marina uma bela pedida.
interessante disco-tributo ao genial brian wilson, privilegiando faixas pouco conhecidas. uma das melhores é a versão de alex chilton para "i wanna pick you up", faixa escondida no belo love you (1977). outras versões de destaque são: "lady" por eugene kelly, "all i wanna do" por june & the exit wounds, "go away boy" por the pearlfishers e "almost summer" por kim fowley. mas todas são pelo menos dignas, o que faz dessa coletânea lançada pelo selo alemão Marina uma bela pedida.
quarta-feira, março 03, 2004
ouvindo lodger (1979), de sir david bowie. sempre achei um disco menor, mas, nesta onda de mudança de opinião que me assola, estou quase considerando tão bom quanto heroes e low. a mesma verve experimentadora está no disco. pode ser considerado um ensaio para o mais redondinho scary monsters (1980). os únicos hits do disco são "look back in anger" e "dj", mas tem muito mais. "move on" é fantástica e, como outras, guarda semelhança com o que os talking heads estavam fazendo naquele momento (leia-se fear of music). a conexão é óbvia: brian eno.
terça-feira, março 02, 2004
guerra das estrelas: radiohead (com digressões meio viajantes - bom, foi o que saiu)
pablo honey (1993 **) - tem creep. OK. algo mais?
the bends (1995 **1/2) - um ensaio meio tímido para o desbunde no disco seguinte. fake plastic trees? chata e piegas.
OK computer (1997 *****) - a obra-prima. três músicas finais de fazer desmaiar de tão belas. sucesso completo no que eles perseguiam: melodia e desenvolvimento climático de mãos dadas.
kid A (2000 ****) - um tapa na cara de ok computer. ode ao experimentalismo nem sempre bem-sucedido, mas sempre interessante.
amnesiac (2001****1/2) - um passo em direção ao meio termo entre a vanguarda e a consolidação de um estilo.
i might be wrong (2001 ***1/2) - disco ao vivo que não capto muito bem, mas gosto.
hail to the thief (2003 *****) - perfeita adequação entre a vontade de experimentar e a necessidade de emocionar. a continuação não-ortodoxa de uma busca.
pablo honey (1993 **) - tem creep. OK. algo mais?
the bends (1995 **1/2) - um ensaio meio tímido para o desbunde no disco seguinte. fake plastic trees? chata e piegas.
OK computer (1997 *****) - a obra-prima. três músicas finais de fazer desmaiar de tão belas. sucesso completo no que eles perseguiam: melodia e desenvolvimento climático de mãos dadas.
kid A (2000 ****) - um tapa na cara de ok computer. ode ao experimentalismo nem sempre bem-sucedido, mas sempre interessante.
amnesiac (2001****1/2) - um passo em direção ao meio termo entre a vanguarda e a consolidação de um estilo.
i might be wrong (2001 ***1/2) - disco ao vivo que não capto muito bem, mas gosto.
hail to the thief (2003 *****) - perfeita adequação entre a vontade de experimentar e a necessidade de emocionar. a continuação não-ortodoxa de uma busca.
reouvindo Killing Joke com dave ghrol. o caos. um disco bem mais nervoso que qualquer outro da banda. mas, definitivamente, não é dos melhores da banda. fica léguas atrás do genial pandemonium. e é claramente inferior a democracy. pra encerrar, a adorada por muitos "you'll never get to me" é uma pálida repetição das faixas mais acessíveis dos KJ de Extremities pra cá...
quinta-feira, fevereiro 26, 2004
the stranglers - dreamtime (1986 ***).
a banda começou com um punk de ferocidade de boutique, com tecladinhos espertos e rebeldia comedida. à partir do terceiro disco, o excelente black and white, a banda evoluiu para um new wave nervoso e cheio de estilo, temperando seu som com muita originalidade. o incompreendido the gospel according to meninblack e a obra-prima la folie são, para mim, dois dos discos mais originais feitos no início dos anos 80. em dreamtime a preocupação é bem mais comercial. tem muitos "fillers", canções para preencher a duração do LP, mas tem muita coisa interessante. ouça "was it you?", por exemplo, com sua semelhança com madness (algumas outras da discografia anterior da banda lembram faixas mais pop do madness). e a loureediana "big in america" permanece uma canção de beleza instigante. mas é "always the sun" que fala mais alto e deixa a impressão de que dreamtime poderia ser bem melhor, sem vergonha de ser pop
a banda começou com um punk de ferocidade de boutique, com tecladinhos espertos e rebeldia comedida. à partir do terceiro disco, o excelente black and white, a banda evoluiu para um new wave nervoso e cheio de estilo, temperando seu som com muita originalidade. o incompreendido the gospel according to meninblack e a obra-prima la folie são, para mim, dois dos discos mais originais feitos no início dos anos 80. em dreamtime a preocupação é bem mais comercial. tem muitos "fillers", canções para preencher a duração do LP, mas tem muita coisa interessante. ouça "was it you?", por exemplo, com sua semelhança com madness (algumas outras da discografia anterior da banda lembram faixas mais pop do madness). e a loureediana "big in america" permanece uma canção de beleza instigante. mas é "always the sun" que fala mais alto e deixa a impressão de que dreamtime poderia ser bem melhor, sem vergonha de ser pop
ouço agora rare earth in concert (1971), duplo ao vivo fenomenal com a famosa versão de 23 minutos de "get ready" dos temptations. o disco é inteiro uma orgia sonora com muito soul, jazz, rock e latinidades. é o trabalho posterior à obra-prima ecology (o disco da capa verde). complemento essencial ao live at carnegie hall (quádruplo (!!!) ao vivo do Chicago).
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
canterbury é uma região da Inglaterra responsável pelo surgimento de uma corrente singular do progressivo. são bandas menos sinfônica, com um pé no psicodélico, outro no jazz (e free-jazz, mais especificamente). das bandas mais chegadas ao prog comercial (e que por isso não se entenda que de menor qualidade), destaco public foot the roman e caravan. a primeira vai de vocalizações à CSN ao rock mais elaborado de santana (dos primeiros discos) ou free. o prog está lá, mais como referência do que comodemarcação de estilo. caravan traz na voz suave de David Sinclair um apêlo pop irresistível. sua força vem da melodia, um pouco como o camel, só que menos preocupado em andamento e mudanças de compasso. o segundo disco, if i could do it all over again i'd do it all over you, é o mais sinfônico. com o terceiro, in the land of gray and pink (para muitos, o melhor), inicia-se o que poderia se chamar de "som caravan": belas melodias, com arranjos suaves e pouco virtuosismo, apesar da qualidade dos músicos. parece que tudo é arranjado para a voz de Sinclair e é incrível como se dá perfeitamente a combinação de instrumentação e voz. mérito que é sempre pouco considerado.
sábado, fevereiro 21, 2004
toda vez que escuto emotional rescue, disco pra lá de subestimado dos rolling stones, fico pensando o porquê de muita gente torcer o nariz. certo, aqui eles aprofundam a busca por uma sonoridade mais negra, mais funkeada. mas é algo que estava presente nos dois discos anteriores com ron wood, principalmente em black and blue. os fãs mais ortodoxos não tem do que reclamar. tem "summer romance", "let me go" e she's so cold", três excelentes exemplos de como seguir uma fórmula sem soar burocrático. "send it to me" é um dos maiores reggaes já escritos. "dance" é um esporro funk-samba, com cuícas desembestadasem meio ao groove. sensacional abertura de disco. pra encerrar com tanta qualidade, só escalando a sensível balada cantada por keith richards, "all about you" (provavelmente a melhor canção cantada pelo guitarrista)
quinta-feira, fevereiro 19, 2004
brian eno - here comes the warm jets (1974): inacreditável. sempre achei este disco muito bom, mas reouvindo hoje, "cindy tells me" bateu forte. uma pérola da conjugação bela melodia+agressividade punk (proto-punk, me corrigem aqui - ora, dá na mesma). melhor ainda que for your pleasure (último do roxy music com ele), melhor que os dois discos seguintes (mesmo taking tiger mountain by strategy e another green world sendo geniais). parece ser o que david bowie queria com diamond dogs. o caos revisivo aliado à postura glam, a qual seria, por que não?, outro forte ingrediente para a explosão do punk rock três anos depois. sonics com kinks something else, standells com zombies begin here. "on some faraway beach": prenúncios do eno que viria depois, ambient music com pitadas de roxy music - não se cospe no prato em que se comeu. "blank frank": parceria com fripp (ertronics - é preciso voltar sempre a exposure, king crimson e league of gentlemen) é um tecno-punk hidrofóbico. bo didley reinventado com fúria. brian eno - here comes the warm jets: disco de cabeceira.
ian astbury tem uma bela voz. foi um dos grandes vocalistas dos anos 80. mas o the cult, quando deixou de fazer parte da trupe cure/siouxie/xmaldeutchland, o gothic rock que ainda faz a cabeça de muita gente, pra se tornar um clone pouco inspirado de led zeppelin em electric e sonic temple, perdeu boa parte de seu charme. dreamtime (1984) é um belo disco, canções pop rock que valorizam a voz de ian. love (1985) pode ser considerado a obra-prima da banda, ou quase. reparem que as guitarras, límpidas, e a batida dançante realçam a voz potente e melódica. de electric (1987) pra frente, o que era cristalino tornou-se esganiçado. o que era releitura tornou-se cópia. perdemos todos. faz muito tempo que não escuto cerimony e the cult (o disco branco), mas acho difícil que sejam pérolas escondidas pelo tempo.
the police:
outlando's d'amour (1978) **** - álbum de estréia inspirador. muito ska, muito punk, muita técnica...paradoxo genial. só por "can't loosing you" já vale cada centavo
regatta de blanc (1979) **** ainda mais técnico que o primeiro. o difícil segundo álbum. tem "message in a bottle", mas também a genial "contact", de stewart copeland
zennyatta mondatta (1980) ***** "bombs away", "when the world is running down...", "driven to tears". precisa dizer mais alguma coisa?
ghost in the machine (1981) ***** disco sombrio e inusitado. cheio de arestas, mas, talvez por isso mesmo, genial. tem "rehumanize yourself".
synchronicity (1983) ****1/2 frente às acusações de bloqueio criativo, os três lançam o canto de cisne. em muitos aspectos uma continuação do anterior. "synchronicity II" talvez seja a melhor canção da banda.
live (1995) **** duplo ao vivo. disco 1: turnê de regatta de blanc. disco 2: turnê de despedida da banda - 1983.
triste, mas os três separados ficaram longe de atingir a excelência desse trio inacreditável.
outlando's d'amour (1978) **** - álbum de estréia inspirador. muito ska, muito punk, muita técnica...paradoxo genial. só por "can't loosing you" já vale cada centavo
regatta de blanc (1979) **** ainda mais técnico que o primeiro. o difícil segundo álbum. tem "message in a bottle", mas também a genial "contact", de stewart copeland
zennyatta mondatta (1980) ***** "bombs away", "when the world is running down...", "driven to tears". precisa dizer mais alguma coisa?
ghost in the machine (1981) ***** disco sombrio e inusitado. cheio de arestas, mas, talvez por isso mesmo, genial. tem "rehumanize yourself".
synchronicity (1983) ****1/2 frente às acusações de bloqueio criativo, os três lançam o canto de cisne. em muitos aspectos uma continuação do anterior. "synchronicity II" talvez seja a melhor canção da banda.
live (1995) **** duplo ao vivo. disco 1: turnê de regatta de blanc. disco 2: turnê de despedida da banda - 1983.
triste, mas os três separados ficaram longe de atingir a excelência desse trio inacreditável.
reouço apples in stereo - velocity of sound (2002). bubblegum de pouca inspiração, como o weezer, só que com influência maior de psicodelismo do que de punk. a voz irrita um pouco. não é um disco que dá vontade de reouvir. acho que bandas como elf power e, principalmente, grandaddy souberam mesclar suas influências psicodélicas com uma identidade maior. o último disco do grandaddy, sumday, é um primor, seja pelos arranjos petsoundescos, seja pela mão certa na composição das melodias. trocando em miúdos: vai bem na composição e na execução, diferente do elf power, que vai bem só na composição e bem ao contrário do weezer, que patina nas duas coisas. se bem que acredito que não exista música ruim, apenas música mal interpretada. a execução é tudo. velocity of sound (não ouvi os elogiados discos anteriores da banda), apesar de alguns poucos momentos ("yore days", por exemplo), é um disco que deixa muito a desejar.
terça-feira, fevereiro 17, 2004
ouvindo agora dave carlsen - LP pale horse ***, curioso disco de 1973. não encontrei informações sobre o disco, mas nos agradecimentos constam figuras como noel redding, keith moon e spencer davis. o disco migra do hardão quadrado ao country rock nervoso passando pela balada blues. nada de novo. um disco interessante e parcialmente obscuro que não faz falta em discografia nenhuma, mas também não faz feio.
o som nosso de cada dia. banda que só durou dois discos, mas fez história nos 70s com um rock progressivo suingado, primeiro com influências de Emerson, Lake and Palmer, depois filtrando as lições da soul music. snegs (1974****1/2) misturava hard rock ("bicho do mato") com prog à base de teclados (massavilha) e baladas blues-rock ("en direccion de acquarius", "a outra face"), sempre com resultados pra lá de convincentes. um dos grandes discos de progressivo brasileiro. som nosso, também conhecido como sábado/domingo (1977****1/2) é outra história. com dificuldades de entrar no enfraquecido mercado prog, a banda recheou o primeiro lado de malemolência carioca provocando a ira de seus fãs roqueiros ortodoxos. fez o melhor lado de disco de sua carreira, mas parte de seu público não entendeu o hábil coquetel de influências. tem samba-rock ("levante a cabeça"), funkão malandro com direito a um "cocoooota...cocotiiinha" num grave cafajeste e hilário ("pra swingar"). outra grande faixa é "estação da luz", um prog funkeado que lembra o Gentle Giant de missing piece. mas a melhor é "vida de artista" de tony osanah (mesmo compositor de "estação da luz"). trata-se de um funkão raivoso e sublime, com uma linha de baixo de arrepiar e letras questionadoras e de alcance certo, apesar do simplismo. "se a nossa arte, então não vale nada/a nossa vida então não vale nada". grande refrão para fechar o lado). infelizmente, o lado B, com um prog meio quadradinho não é tão bom. não que seja ruim, está longe disso, mas vê-se que não era a onda deles no momento. "bem no fim" e "rara confluência" são as melhores. detalhe: para dar o clima certo aos diferentes lados (algo em voga na época - vide Low de david bowie) gravaram o lado A (sábado) no rio de janeiro e o lado B (domingo) em são paulo.
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
em meu antigo site (Tem que Acontecer), pretendia fazer um retrospecto na carreira de Lou Reed, desde os tempos do velvet underground. não fiz. agora escutando Loaded (fully edition) fico pensando que Lou só iria fazer um disco não genial em 1971, com seu primeiro disco solo. depois, faria novas obras-primas com transformer, berlin, sally can't dance, coney island baby, blue mask, new york, magic and loss e songs for drella. se todos os outros discos dele tivessem a qualidade de um mistrial (seu disco mais insípido), mesmo assim Lou mereceria lugar de destaque entre os grandes artistas populares. vou me arriscar a um top 10 de Lou Reed, contando os discos com o VU: 1. velvet underground (1969) 2. velvet underground & nico (1967) 3. songs for drella (1991) 4. loaded (1970) 5. berlin (1973) 6. white light white heat (1968) 7. transformer (1972) 8. sally can't dance (1974) 9. new york (1989) 10. magic and loss (1992)
quinta-feira, fevereiro 05, 2004
the sisters of mercy, um dos papas do gothic rock, lançou apenas três discos, e teve vida curta, graças à falta de criatividade que acometeu Andrew Eldritch, o líder, no final dos anos 80. do primeiro disco saiu Wayne Hussey, líder do the mission, banda que tem seus acertos, mas até hoje não fez um grande disco. Eldricht ainda tentou uma roupagem gothic metal com o terceiro disco, mas sentiu que sua carreira musical pouco tinha a acresentar. first and last and always (85****1/2) -sombrio e dançante ao mesmo tempo, seria grande influência para bandas como Xymox, pra ficar na melhor banda do estilo. destaque para "marion", "anphetamine logic", "black planet", "walk away" - floodland (87****) -mais sombrio que o primeiro, com faixas grandes e bem marcadas pelo baixo da vamp Patricia Morrison. melhores: "lucretia my reflection", "driven like the snow", "never land (a fragment)" - vision thing (90***) - disco mais pesado, mas que não chega a decolar. "vision thing" e "more" são as melhores - some girls wonder by mistake (92****) -coletânea de singles antigos, mostra que a banda tinha muito mais pique nos seus primeiros anos de vida. destaques: "alice", "phantom", "1969", "gimme shelter", "anaconda".
voltando à seara do pop perfeito: duran duran, banda que já foi subestimada e que agora parece estar sendo respeitada até por roqueiros bitolados nos anos 70. começaram com uma obra-prima, o disco de capa branca, com os integrantes vestidos de acordo com a moda que ajudaram a propagar, a new-romantic. é um disco de melodias tão sublimes que dá vontade de não tirar mais do aparelho, principalmente se for em LP, que tem som muito melhor que o CD, mesmo em sua edição nacional. rio segue na mesma linha, e tem o mega-hit "save a prayer" e seven and ragged tiger dá uma suavizada para um pop mais límpido, mas ainda eficaz. arena não é ruim quanto diziam na época. se não está a altura dos três primeiros, também não faz feio. e tem duas inéditas (uma bem legal, "is there something I should know", outra mais ou menos, "wild boys"). notorious foi acusado de concessivo ao mercado, na época, mas uma reaudição comprovaria que trata-se de um disco inspiradíssimo, mais funkeado - cortesia de nile rodgers - e se não tivesse mais nada, valeria só por skin trade. daí pra frente só decadência, com raros arroubos de criatrividade (wedding album +, meddazland -). duran duran (81*****) - rio (82*****) - seven and ragged tiger (83****) - arena (84***) - power station /power station (projeto de Andy e John Taylor) (85**1/2) - arcadia / so red the rose(projeto de nick rhodes, simon le bon e roger taylor) (85****1/2) - notorious (86****1/2) - big thing (88**) - liberty (90*) - "wedding album" (93***1/2) - thank you (95**) - meddazland (97***) - pop trash (2000**)
quarta-feira, fevereiro 04, 2004
falando um pouco de Heavy Metal, escutei ontem, em vinil, um disco que achava campeão do thrash metal, o primeiro do flotsam and jetsam, doomsday for the deceiver (1986). sei lá, não quero dar cotação, acho que ouvi num mau momento. mas ficou uma impressão de insipidez que incomodou. claro que a prensagem do vinil nacional que tenho em mãos não ajuda, com falta de graves e som baixo. lembro que na penúltima vez que ouvi (do cd), no começo do ano passado, fiquei pensando que era um disco que conhecia desde aquela época que permanecia intacto como um dos melhores do gênero. pede reaudição (em cd). ou vinil importado, se aparecer. puff puff
post curto em homenagem a um amigo, um dos leitores silenciosos deste blog (foi bom descobrir que existem) que me disse certa vez que eu criei um estilo: pop perfeito. pois bem, escuto agora um dos ilustres representantes do estilo: o disco de estréia do fenomenal beloved. lembro que a banda foi formada por um crítico de uma publicação musical inglesa (Melody Maker, se não me engano). se pérolas deliciosas como "hello", "time after time", "don't you worry", "scarlet beautiful" e "the sun rising" não fizerem a tua cabeça é melhor fazer alguma terapia, pois seu nível de estresse está alto demais para admirar a beleza, a bela escarlate (foi infame, eu sei). o segundo e o terceiro discos não chegam aos pés, mas este, chamado hapiness, é de fazer com que deixamos a vergonha de lado e comecemos a dançar feito bobos onde quer que seja.
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