dividir impressões musicais com outros melômanos. boa leitura! *****obra-prima - ****ótimo - ***bom - **hummm - *pfui - mico. agora valem as meias cotações.
quarta-feira, dezembro 24, 2008
quarta-feira, novembro 26, 2008

Em seguida, embarcaram nas gravações da obra-prima Skylarking, com produção do mago Todd Rundgren. Daí em diante só voltariam a fazer um disco que não fosse excelente em 2000, quando lançaram Wasp Star.
White Music (1978) * *
Go 2 (1978) * *
Drums and Wires (1979) * * * *
Black Sea (1980) * * * *
English Settlement (1982) * * *
Mummer (1983) * *
The Big Express (1984) * * *
Skylarking (1986) * * * * *
Oranges and Lemons (1989) * * * *
Nonsuch (1992) * * * *
Apple Venus Pt 1 (1999) * * * * *
Wasp Star (Apple Venus Pt 2) (2000) * * *
obs: ficaram de fora desta lista de cotações o projeto The Dukes of Stratosfear, que rendeu um EP e um LP entre 1984 e 1985 (ambos bem legais) e a coletânea de raridades Homegrown, que é bem interessante.
terça-feira, novembro 04, 2008

Ode ao Heavy Metal:
Não foi o primeiro álbum de metal que eu tive. Foi o quarto, se não me engano. Ou o primeiro, se levarmos em conta que Deep Purple e AC/DC não são metal. O fato é que British Steel, do Judas Priest, mudou minha vida em 1981.
Aquele foi o ano em que deixei de ouvir Queen, Rolling Stones e Beatles para buscar coisas mais pesadas. O ano da descoberta dos básicos do Rock pesado, um ano antes de quando vendi o Jazz, uma das obras-primas do Queen, com poster e tudo, por uma bagatela, para ir à Woodstock, que na época ficava na Rua José Bonifácio, comprar Scorpions (Blackout).
Foi assim, com os básicos do Heavy Rock, que segui vivendo feliz e pseudo-rebelde até o comecinho de 1985, quando a Globo criou a definição metaleiro e vários adolescentes descobriram que era legal curtir o estilo e deixar o cabelo crescer. Era a hora de radicalizar. Troquei meus discos do Saxon, Judas e Scorpions por coisas mais agressivas como Metallica, Anthrax e Destruction. Andava pelos corredores do Firmino de Proença - onde fiz todo o segundo grau - amaldiçoando fãs de Kiss, Aerosmith e outras coisinhas leves.
Nessa mesma época, fui com um vizinho e meu irmão ao Rock Show, um cinema que só passava shows de rock e que deve ter fechado pouco depois. Lembro que vimos uma turnê do Venom (do terceiro disco, At War With Satan), e voltamos para casa tarde da noite, descendo a rua abraçados e batendo o pé, cantando num uníssono embriagado não de bebida, mas de genuína felicidade: "countess... bathory" - uma das faixas do Black Metal, segundo álbum do Venom, e de onde saiu o nome de uma banda sueca (se não me engano) chamada Bathory (cujos dois primeiros discos eu achava antológicos na época - nunca mais os escutei).
Claro que essa fase não resistiu até o verão seguinte, quando caí de cabeça no tecno pop e no new romantic e passei a usar tênis iate e calças de popelina (lembram da Ron Jon?). Comecei a ouvir 14 Bis e pirei com o terceiro disco dos caras, Espelho das Águas.
Depois veio a fase progressivo, que consumiu vários anos da minha vida. Durante essa fase progressiva, descobri muitas coisas boas que não tinham nada a ver com progressivo, e que me deixaram com gosto musical bem eclético, exceto por não querer mais saber de metal (realmente, a Globo na época enchia o saco com aquele lance de metaleiros). Admirei as bandas grunge, mas nunca as comparei com o metal que eu adorava anos antes. Preferia voltar a Velvet Underground e Joy Division (mas Doors nunca fez minha cabeça)
Voltei a curtir metal como um doido quando comecei a trabalhar na Nuvem Nove, a loja de Cds e Lps do meu amigo José, em 1997. Nessa época vários discos raros começaram a sair em CD na Europa, e a paridade do real com o dolar permitia que eu tivesse todos eles, e relembrasse as audições em fitas sujas gravadas na galeria do Rock (Forged In Fire, do Anvil; The Natives are Restless, do Hawaii; Infernal Overkill, do Destruction; Fire in the Brain, do Oz, e tantos outros).
Em 2000, montei minha própria loja, e o que mais me satisfazia não era vender vários discos para um descolado qualquer que saísse vibrando com coleções quase completas do Pavement ou do Yo La Tengo (bandas boas, por sinal), mas um desconto caprichado para um morador de periferia que quisesse ter em sua coleção o primeiro Piledriver (Metal Inquisition = clássico), ou o primeiro do Metal Church, ou do Avenger alemão (que depois virou Rage). Era a felicidade desses fãs humildes que me emocionava. Era para eles que eu queria vender. Eles lembravam minha adolescência, quando um disco comprado era motivo para a maior felicidade do mundo, e quando eu lembrava onde e quando tinha comprado cada vinil de minha coleção.
De lá para cá, nunca mais deixei de escutar discos do estilo, pela energia que provocam, pela felicidade meio adolescente que fazem surgir mesmo nos dias mais tristes, pela fúria que jorra dos sulcos. Mas nunca mais tive o prazer de comprar um vinil desses, prazer que as facilidades do MP3 não traz de volta.
O que quero dizer com este post muito pessoal? Não sei. Só sei que em alguns dias a melhor coisa para se escutar é um bom e virulento disco do Slayer, por exemplo. Cura até gripe chata.
sábado, setembro 13, 2008


Ao contrário do que muita gente diz, o melhor da música nos anos 1970 está no pop descartável, não no punk-rock, no metal, ou no rock progressivo. Ouça os quatro discos do Pilot é você vai ter uma idéia do que estou falando. Acima estão os melhores: Morin Heights (1976), o terceiro, que contém o hit "Canada", que fez com que muita gente até hoje ache que a banda é canadense; e Two's a Crowd (1977), o quarto, e a obra-prima da banda. No All Music Guide diz que esse disco é brilhante mas não teve nenhum hit. Mas pelo menos no Brasil a faixa de abertura fez muito sucesso. Chama-se "Get Up and Go", e é uma entrada perfeita em um mundo de melodias abusadamente tolas, mas delirantemente irresistíveis.
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Aqui http://www.youtube.com/watch?v=GDru_0QyMgA&feature=related um clip do primeiro disco deles.
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From the Album of the Same Name (1974) * * * *
Second Flight (1975) * * *
Morin Heights (1976) * * * *
Two's a Crowd (1977) * * * * *
terça-feira, setembro 02, 2008

Muito melhor é o disco seguinte, cheio de material inédito e de um ecletismo quase suicida. In Anadi's Bower, de 2000, lembra Trouble, Candlemass, Jethro Tull, Kinks (em umas duas ou três faixas) e Manic Street Preachers (em uma faixa chamada "Ship on the Ocean"). Tamanha salada sonora não tinha muito como emplacar no restrito e pedante mercado do rock progressivo (que é onde eles, inevitavelmente, foram se inserir), mas até que fez certo barulho na época. Os discos seguintes não repetem a beleza de In Anadi's Bower, mas têm seus momentos. Ao menos Blues From Hellah, de 2004. O último, The Divine Tree (2007), é sensivelmente mais fraco, principalmente porque é comum.
Se você for do tipo que só baixa músicas, nunca um disco, escolha as seguintes, todas do segundo disco, In Anadi's Bower: "Behind Black Rider", "Darkness" e "Little Child", além da faixa título e das duas do primeiro disco citadas acima.
P.S. tentei reescutar o Screamadelica, do Primal Scream, e realmente não dá. Deve ser um dos discos mais superestimados da história. Pseudo-psicodelismo revestido de exotismo de maconheiro. Um porre. A banda é muito melhor em Xtrmntr (a obra-prima deles) e Evil Heat. Em Vanishing Point também, claro.
quinta-feira, agosto 28, 2008

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cotações Rolling Stones:
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The Rolling Stones (1964) * * *
The Rolling Stones Nº 2 (1965) * * * *
The Rolling Stones Now (1965) * * *
Out of Our Heads (1965) * * *
December's Children (1965) * * * *
Aftermath (1966) * * * * *
Got Live if You Want it (1966) * * *
Between the Buttons (foto) (1967) * * * * *
Flowers (1967) * * * * *
Their Satanic Majestie's Request (1967) * * * *
Beggar's Banquet (1968) * * * * *
Let it Bleed (1969) * * * *
Get Yer Ya Ya's Out (1970) * * * *
Sticky Fingers (1971) * * * * *
Exile on Main Street (1972) * * *
Goat's Head Soup (1973) * * *
It's Only Rock 'n' Roll (1974) * *
Black and Blue (1976) * * * *
Love You Live (1977) * *
Some Girls (1978) * * * * *
Emotional Rescue (1980) * * * *
Tattoo You (1981) * * * * *
Still Life (1982) * * * *
Undercover (1983) *
Dirty Work (1986) *
Steel Wheels (1989) * *
Flashpoint (1991) * *
Voodoo Lounge (1994) * *
Striped (1995) * *
Bridges to Babylon (1997) * * *
No Security (1998) * *
Love Licks (2004) * * *
A Bigger Bang (2005) * * *
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obs: decidi manter algumas coletâneas dos anos 60 por terem músicas lançadas apenas em compactos, ou em edições para mercados específicos. São quase consideradas discos de carreira por isso.
obs-2: Let it Bleed e Emotional Rescue ficam sempre muito perto de ganhar a quinta estrela.
obs-3: Sim, é uma grande banda que perdeu o caminho no começo da década de 80.
sábado, agosto 16, 2008

On the banks of Italy
I'll show you where the white fishes swim
At the bottom of the sea"
O baixo, a levada agradável, a voz mágica de Maddy Prior...
"Demon Lover", sexta faixa do disco Commoner's Crown (1975), da banda Steeleye Span. É uma canção tradicional, como várias outras que o grupo interpretou. Se essa versão deles, essa pequena grande sexta faixa desse disco (de que, aliás, já gostei mais um dia - monstrou-se irregular nesta nova reaudição) tido como dos melhores do folk britânico, deve ser o pedaço de música pop mais bonito que eu já ouvi.
É para ouvir no mínimo dez vezes, como estou fazendo agora. Não há horário de trabalho que resista a coisa tão bela.
Depois vale colocar na segunda, "Bach Goes to Limerick", maravilha de instrumental.
terça-feira, agosto 12, 2008

No caso do Quartz isso fica mais evidente. Reouvi Stand Up and Fight (1980), e a impressão era a de ouvir um best of e um worst of ao mesmo tempo. Metal classicista, melódico, com muita influência dos anos 70, mas já buscando uma sonoridade oitentista (nos melhores momentos), e com o vocal de Mike Taylor soando parecido demais com o de Kevin DuBrow (do Quiet Riot), o que não é nada bom.
Atomkraft era da turma do Venom, e lembro também de alguma conexão com o Motorhead (mas não lembro qual). É considerado NWOBHM na BNR, mas é power metal, com quase ausência total de melodia, e muita fúria nas guitarras. Seu álbum de estréia, Future Warriors (1985), é bem coeso, mas não chega a empolgar como quando eu o escutava na época. Num canal a guitarra endiabrada, voando feito louca. No outro, a batida pontual e o baixo funcional. Era um power trio, mas o som era de quarteto (ao contrário do Venom, eles gravavam guitarras sobrepostas, falseando o que era para ser a sonoridade de um trio).
Discos de NWOBHM que não vingaram nas paradas, mas são fantásticos de cabo a rabo se contam nos dedos: Satan (Court in the Act), Blitzkrieg (A Time of Changes), Vardis (Quo Vardis), Raven (Rock Until You Drop)... e mais uns dois ou três que eu esteja esquecendo. O restante estourou como Saxon, Iron Maiden, Judas Priest, ou teve seus momentos, como Blind Fury, Nightwing, Girl e tantas outras bandas simpáticas.
sábado, agosto 09, 2008
Taxi de emergência para o Metrô. 8 minutos apenas. Entrei tava tocando a introdução de Joe's Garage, uma das obras-primas do Zappa ("this is the central scruuuuuutinizer..."). Emenda com "You Don't Remember, I'll Never Forget", uma das poucas coisas realmente boas de Yngwie Malmsteen (LP Trilogy), com o taxista empolgado, batucando no volante ao ritmo da música. Aí percebo que o cara é gigante, e tem um monte de tatuagens de caveira no braço. Pensei, deve vir mais metal em seguida. Que nada. "Kiss on My List", dos geniais Daryl Hall & John Oates.
segunda-feira, agosto 04, 2008

Aí penso no pop mais descartável feito para o mercado americano (seja nos EUA mesmo ou na Inglaterra), e percebo o quanto esse pop descartável se manteve digno de interesse. Um exemplo é Britney Spears, que após dois discos bem simpáticos, partiu para uma redefinição de si mesma, e de uma confrontação com os limites de sua estatura pop no terceiro e excelente Britney, de 2001, com a espetacular "Overprotected". No quarto, o In The Zone que ilustra este post, o mega-hit "Toxic", canção capaz de pulverizar nossos auto-falantes. Esse disco é uma consolidação do que ela ensaiava brilhantemente em Britney.
Em 2007, gorduchinha e vulgarizada, lança o impressionante Blackout, seu disco mais redondo (sem trocadilhos) até então. Tão redondo que nem sei quais canções destacar. Precisaria ouvir novamente. Também é o que tem menos momentos baixos, pelo mesmo motivo.
Agradecimentos aos novos e queridos amigos. Um me presenteou com boa parte do que escutei ontem e hoje, outra ofereceu o local para que Blackout ecoasse poderoso.
domingo, junho 29, 2008

segunda-feira, abril 21, 2008

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Roberto Carlos 1973
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É injusto comparar com os dois discos anteriores, das maiores obras-primas que o rei compôs. RC73 pode ser considerado um álbum de procura por novos caminhos. O medalhão que ele ostenta na contra-capa, e que pode ser visto em todos os discos seguintes até 1981 (com a exceção de RC1979 e RC 1980) talvez seja uma indicação dessa busca. Aqui começa também a parceria com uma das maiores compositoras que já tivemos, Isolda (que compunha junto de seu irmão, Milton Carlos). A faixa é "Amigos, Amigos", que é um pequeno sinal do que viria a seguir. As melhores do disco, no entanto, são "A Cigana", "Palavras", "Atitudes" (de Getúlio Cortes), "Proposta", "O Moço Velho" (de Sílvio Cesar), "O Homem" e "Rotina".
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Roberto Carlos 1974 (foto de baixo)
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Não só a obra-prima da fase medalhão, como um dos melhores discos do Rei. Já começa com a belíssima "Despedida", com um ar melancólico difícil de descrever. É o disco que tem "O Portão", uma das canções mais belas da história da música popular, tanto pela letra, de uma poesia inimaginável, como pela melodia e pelo arranjo que não tem medo de flertar com o brega e até com o progressivo (o discreto moog que apita de vez em quando). Há ainda a inacreditável "A Estação", que retoma o padrão das músicas fortes de traumas iniciado com "Traumas" (em RC71) e que atingiu o pico em "Por Amor" e "O Divã" (ambas de RC 72). Quem ainda acha pouco, pode ouvir "Jogo de Damas", a melhor composição de Isolda e Milton Carlos (e uma das maiores canções já feitas) com uma interpretação de fazer chorar do Rei. Só essas quatro já serviriam para colocar o disco entre os melhores já lançados na Terra. Mas ainda tem "Eu Quero Apenas", "Resumo" (de Mário Marcos e Eunice Barbosa), "A Deusa da Minha Rua" (de Newton Teixeira e Jorge Faraj) e "Você". Realmente, um disco fora de série.
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Roberto Carlos 1975
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Um disco bem esquisito, talvez o mais fraco do período áureo (1967-1977). Mas conquista aos poucos. Depois da obra-prima anterior, afinal, poucos discos não iriam decepcionar. A faixa de Isolda e Milton Carlos (que já tinham se tornado habituées dos discos do Rei) é a belíssima "Elas Por Elas", que é mais fraca que "Jogo de Damas" (de RC74), mas quase todas as canções são. A mais estranha é "El Humahuaqueño" (de Zaldivar), que é bem divertida e bacana. As melhores são "O Quintal do Vizinho", "Olha" e "Mucuripe", a bela versão para a música de Fagner e Belchior.
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Roberto Carlos 1976
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Talvez seja o terceiro melhor da fase medalhão, RC76 é um disco mais roqueiro, tanto pela ótima faixa de abertura, "Ilegal, Imoral ou Engorda", como por "Minha Tia", deliciosa homenagem a um parente distante e a um tempo que se foi. A genial Isolda contribui com duas canções fantásticas: "Um Jeito Estúpido de Te Amar", de uma sensibilidade única, e "Pelo Avesso", que consegue ser ainda melhor, quase chegando perto da maior de todas "Jogo de Damas" (de RC74). Mas perdoem essa minha mania de hierarquizar tudo. RC76 é um disco tão gostoso de se ouvir que quase dá vontade de considerá-lo uma outra obra-prima, esquecendo das duas ou três faixas que só cumprem o papel de encher o LP. Ah, esqueci de dizer que o disco ainda tem "Os Botões" e "O Progresso".
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Roberto Carlos 1977 (foto de cima)
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Segundo melhor disco da fase medalhão, e uma coletânea involuntátia, já que todas as canções fizeram sucesso na época. É um disco tão redondo que estabeleceria uma nova fórmula, derivada da anterior, mas ainda mais formatada e seguida à risca nos discos seguintes. A abertura animada de "Amigo" é a faixa mais fraca do disco, e por aí já dá pra medir o quão bom ele é. Minha preferida, se eu só puder escolher uma, é "Sinto Muito Minha Amiga", que tem uma frase que carregarei até o final da minha vida: "saber quem é culpado não resolve nossa vida", dita pela voz sentida e sofrida do Rei. Isolda contribui com a maravilhosa "Outra Vez", homenagem ao irmão falecido em acidente de carro. E o disco ainda tem a erótica e genial "Cavalgada", em que "estrelas mudam de lugar e chegam mais perto só pra ver". Outras que se destacam em um disco todo destacado são "Nosso Amor (de Mauro Motta e Eduardo Ribeiro), "Falando Sério" (de Maurício Duboc e Carlos Colla), "Não Se Esqueça de Mim", "Jovens Tardes de Domingo" e "Muito Romântico" (de Caetano Veloso).
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Roberto Carlos 1978
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A fórmula aperfeiçoada no disco anterior começa a dar sinais de cansaço. tanto pela música de abertura ser a mais fraca em muitos anos, como pela irregularidade geral da coleção. É, ainda assim, um disco de momentos geniais. As melhores são "Lady Laura", "Vivendo por Viver" (de Marcio Greyck), "Música Suave", "Café da Manhã", "Tente Esquecer" (de Isolda) e "Todos os Meus Rumos" (de Fred Jorge), sendo que a primeira e a última citadas estão entre os grandes momentos de sua carreira.
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Roberto Carlos 1979
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A fórmula continua, ainda com sinais de cansaço, mas desta vez a abertura é fenomemal: "Na Paz do Seu Sorriso", que é do nível de "Lady Laura" e "Todos os Meus Rumos", do disco anterior. Uma outra canção se iguala a essas, "Meu Querido Meu Velho Meu Amigo". Outras faixas que merecem destaque, ainda que estejam degraus abaixo, são "Abandono" (de Ivan Lancellotti), "Desabafo" e "Me Conte Sua História" (de Maurício Duboc e Carlos Colla).
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Roberto Carlos 1980
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Descendo a ladeira. É o disco mais fraco do rei desde sua estréia renegada. As únicas canções que não fariam feio no disco de 1977 são "Guerra dos Meninos", "Amante à Moda Antiga", e com certo jeitinho "Procura-se" (de Roberto e Ronaldo Bôscoli).
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Roberto Carlos 1981
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"As Baleias" é melhor do que qualquer música do disco anterior. Mas este encerramento da fase medalhão ainda nos reserva "Cama e Mesa", "Emoções", "Tudo Pára" e "Ele Está Pra Chegar", provando que a dupla de sempre está novamente inspirada. A fórmula ainda é a mesma, mas por uma arejada nos arranjos ela até parece um pouco modificada. É o melhor disco desde RC77.
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obs: (Todas as faixas mencionadas foram compostas por Roberto e Erasmo Carlos, exceto quando incidado)
sábado, abril 05, 2008

O inglês Rod Temperton é um grande compositor injustiçado. Não bastasse ser o compositor de "Rock With You", "Off the Wall" e "Thriller", de Michael Jambers, Temperton é o homem por trás dos hist do Heatwave, banda de americanos que tomaram-no como uma espécie de mentor, sem que ele fosse conhecido. Mais tarde, Quincy Jones o incorporou a seu staff, e por isso ele compôs algumas faixas para Jambers. Muitos dizem que Jones o desprezava por achá-lo gênio e ameaçador demais... é, pode ser.
Os dois primeiros discos do Heatwave - Too Hot to Handle (1976) e Central Heating (1977) - têm funks chacoalhantes da melhor espécie. Esse da foto é o terceiro, Hot Property (1978), meu favorito de hoje (os outros dois também foram favoritos várias vezes). Depois, Temperton compôs menos para eles, mas ainda fizeram um belo quarto disco, Candles (1980), e um quinto que eu mal lembro como é, Current (1982).
Se quiser conhecer algumas faixas para começar, tente achar "Boogie Nights", "Razzle Dazzle", "Eyeballin'", "Central Heating", "Groove Line" e "Super Soul Sister", nessa ordem. Se até o minuto final de "Razzle Dazzle" você não estiver dançando, sinal de alerta. Se até a sexta faixa você não tiver sido conquistado, tente outro dia - você acordou com o pé esquerdo.
segunda-feira, março 17, 2008

Quem me conhece sabe que eu sou chegado num heavy metal. Também deve conhecer minha pequena e simplória teoria de que alguém só pode gostar de heavy metal depois de 22 anos se já gostava antes. Quem nunca curtiu metal na adolescência pode esquecer. No máximo vai gostar de alguns desses metais alternativos endeusados pela crítica, ou que fundem o estilo a outros, como industrial, doom ou música erudita.
O caso do Therion é mais ou menos esse. Muitos consideram Doom Metal, por causa das passagens climáticas. Mas é uma espécie de metal erudito, ou, como já li em algum site europeu, "operistic metal". É uma baita banda, que para mim se aproxima de um rock progressivo de tintas sombrias e pesadas. Um King Crimson escandinavo e mais chegado num coral litúrgico. Deggial (foto), de 2000, talvez seja o melhor momento da banda em disco. Mas Theli (1996) e Vovin (1998) não podem ser esquecidos. Ainda não ouvi os dois últimos discos deles, mas isso será corrigido em breve.
Ah, na adolescência eu tive uma fase heavy metal, de andar por aí com jaqueta cheia de patches de bandas, camiseta preta com caveiras e calças de jeans com tenis brancos. Meu patch do Powerslave, disco clássico do Iron Maiden fez sucesso no colégio em 1985. Essa fase não durou mais que dois anos, mas foi marcante, e até hoje me faz escutar o estilo com um sorriso nostálgico.
Discografia da banda em: http://www.bnrmetal.com/v2/bandpage.php?ID=Ther
sábado, março 15, 2008

Acima estão os dois melhores discos de Peter Gabriel. O de cima é o terceiro, de 1980, intitulado Peter Gabriel (também chamado de Peter Gabriel 3), e é geralmente tido como sua obra-prima. O de baixo é o meu preferido, Peter Gabriel (também chamado de Peter Gabriel IV), de 1982, que nos EUA foi chamado de Security.
O ótimo Stephen Thomas Erlewine, editor do All Music Guide, vai com a maioria, e acha que com o IV ele deu uma guinada em direção ao pop. Pois eu acho que essa guinada para o pop se deu desde seu último disco com o Genesis, o belo álbum duplo e conceitual chamado The Lamb Lies Down on Broadway (1974), que poderia muito bem se chamar Papai Maurice Ravel nos Mostrou o Caminho (e aqui eu brinco com a influência do músico francês e com o personagem retratado no disco, o portoriquenho Rael. Talvez esse IV seja o menos pop da carreira de Gabriel desde então. Cheio de sutilezas e texturas, explorando percussão e efeitos eletrônicos, com melodias se escondendo sob arranjos intrincados e geniais. Um discaço pra ninguém botar defeito. É sua verdadeira obra-prima, com composições sensacionais como "I Have the Touch", "The Family and the Fishing Net", Lay Your hands on Me", "Wallflower" e "Kiss of Life". O terceiro também seria, não fosse a faixa "Biko", que eu nunca tive a oportunidade de enjoar, pois nunca a admirei. Mas tem "I Don't Remeber", "Games Without Frontier", "Intruder" e "And Through the Wire".
Depois de So (1986) começa uma vagarosa e marcante decadência, culminando com o equívoco completo que foi Up (2002), disco que tenta, sem sucesso, acompanhar a linha evolutiva da música pop. Mas não se enganem, Peter Gabriel já foi dos maiores compositores que a música pop teve, com e sem o Genesis.
sexta-feira, março 07, 2008


quarta-feira, fevereiro 27, 2008


É incrível como o primeiro disco do Soft Cell - Non Stop Erotic Cabaret (fotos das capas do vinil) -, de 1981, é uma obra-prima histórica. Uma viagem pelos pulgueiros sexuais mais baratos, sórdidos e sujos; uma ode à perversão e à libidinagem. As letras de Marc Almond são do nível das melhores que Lou Reed já fez. E as melodias até hoje me impressionam. Lembro de ter dito isso a um amigo certa vez, e ele me ridicularizou. Achava um absurdo que tal disco fosse tão bom. Jogando verde alguns meses depois, citei novamente o disco, e ele concordou que era uma obra-prima. É impressonante que nunca tenha sido lançado em CD no Brasil, e até outro dia não existia nos EUA também. Uma das maiores obras dos anos 80, em toda arte pop. Desculpe a empolgação, mas o disco é realmente demais.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008


Aí o jeito foi passar para outro disco de 1983, o clássico Thriller, de Michael Jackson, que acabou de sair em versão comemorativa de 25 anos, cheia de bônus e outras frescuras mais (para obrigar o fã que já havia comprado a remasterizada definitiva que saiu anos atrás comprar de novo - haja falta de respeito). Não é tão bom quanto Off the Wall (1979), mas é um belo disco. Só "Billy Jean", "The Girl is Mine" e "Human Nature" bastam para justificar a fama do disco. Serviu também para reabilitar o estranho ano de 1983 (decadência da new-wave, da black music e do pós-punk, ano de entressafas no Heavy Metal e de indecisões no hip-hop e no tecno-pop.
atualização: Thriller, na verdade, foi lançado em 1982. Minha memória é da época do lançamento nacional, e com isso não fui verificar. Foi mal. Obrigado ao leitor João Carls, que me avisou.
domingo, fevereiro 10, 2008

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adendo: descobri agora que a música "Relax, Take it Easy", do Mika, é um plágio descarado de "(I Just) Died in Your Arms", do Cutting Crew. Como o plágio é melhor, chamemos de folk process.
terça-feira, janeiro 15, 2008
Prestando tributo a uma das melhores revistas que existem, a inglesa MOJO
(mas como eles cairam no conto do Oasis, valha-me Deus)
100 Modern Classics: Greatest Albuns of Mojo Lifetime
1
Jeff Buckley
Grace
1994
2
Johnny Cash
American recordings
1994
3
Radiohead
OK computer
1997
4
Bob Dylan
Time out of mind
1997
5
Oasis
Definitely maybe
1994
6
Flaming lips
The soft bulletin
1999
7
Radiohead
Kid A
2000
8
White stripes
Elephant
2002
9
Nirvana
Unplugged in New York
1994
10
Beck
Odelay
1996
11
Nick Cave and the Bad seeds
The boatman's call
1997
12
Spiritualized
Ladies and gentlemen we are floating in space
1997
13
Nirvana
In utero
1993
14
Massive attack
Mezzanine
1998
15
Bob Dylan
Love and theft
2001
16
Radiohead
The bends
1995
17
Johnny Cash
American III : Solitary man
2000
18
Teenage fanclub
Grand prix
1995
19
DJ Shadow
Endtroducing
1996
20
Bonnie 'Prince' Billy
I see a darkness
1999
21
Tom Waits
Mule variations
1999
22
Outkast
Speakerboxxx/the love below
2003
23
Buena vista social club
Buena vista social club
1997
24
Elliott Smith
Either/Or
1997
25
PJ Harvey
Stories from the city, stories from the sea
2000
26
Wilco
Yankee hotel Foxtrot
2002
27
Air
Moon safari
1997
28
White stripes
White blood cells
2001
29
Madonna
Ray of light
1998
30
Mercury rev
The deserter's song
1998
31
Lucinda Williams
Car wheels on a gravel road
1998
32
Beck
Mutations
1998
33
Strokes
Is this it
2001
34
Solomon Burke
Don't give up on me
2002
35
Portishead
Dummy
1994
36
Flaming lips
Yoshimi battles the pink robots
2002
37
Brian Wilson
Smile
2004
38
Belle and Sebastian
If you're feeling sinister
1997
39
Pulp
Different class
1995
40
PJ Harvey
To bring you my love
1995
41
Elvis Costello and the Imposters
The delivery man
2004
42
Jimmy Page & Robert Plant
No quarter
1994
43
Antony & the Johnsons
I am a bird now
2005
44
Super furry animals
Rings around the world
2001
45
Kate Bush
Aerial
2005
46
Supergrass
In it for the money
1997
47
Queens of the Stone age
Rated R
2000
48
Bruce Springsteen
Devils & dust
2005
49
Gillian Welch
Time (the revelator)
2001
50
Blur
Blur
1996
51
Franz Ferdinand
Franz Ferdinand
2004
52
Ryan Adams
Heartbreaker
2000
53
Björk
Post
1995
54
Beastie boys
Ill communication
1994
55
Beta band
The 3 ep's
1998
56
Pavement
Crooked rain, crooked rain
1994
57
Libertines
Up the bracket
2002
58
R.E.M.
New adventures in hi-fi
1996
59
Magnetic fields
69 love songs
1999
60
Arcade fire
Funeral
2004
61
Oasis
(What's the story) Morning glory?
1995
62
Wu-Tang clan
Enter the Wu-Tang (36 chambers)
1993
63
Morrissey
Vauxhal and I
1994
64
Tortoise
Millions now living will never die
1996
65
Primal scream
Exterminator
2000
66
Neil Young
Sleeps with angels
1994
67
Lauryn Hill
The miseducation of Lauryn Hill
1998
68
Jon Spencer blues explosion
Orange
1994
69
Aimee Mann
Lost in space
2002
70
Sigur Rós
Agaetis byrjun
2000
71
Al Green
I can't stop
2003
72
Blur
Parklife
1994
73
Nick Cave and the Bad seeds
Abattoir blues/The lyre of Orpheus
2004
74
Norah Jones
Come away with me
2002
75
Verve
A Northern soul
1995
76
Bruce Springsteen
The ghost of Tom Joad
1995
77
Tricky
Maxinquaye
1995
78
Eminem
The Marshall Mathers lp
2000
79
Tinariwen
The radio Tsidas sessions
2002
80
Guided by voices
Bee thousand
1994
81
Manic street preachers
The holy bible
1994
82
Arctic monkeys
Whatever people say I am, that's what I'm not
2005
83
Prodigy
Music for the jilted generation
1994
84
U2
All that you can't leave behind
2000
85
Salif Keita
Moffou
2002
86
Paul Weller
Stanley road
1995
87
Jayhawks
Sound of lies
1997
88
R.L. Burnside
A ass pocket of whiskey
1996
89
Red hot chili peppers
Californication
1999
90
Maria McKee
Life is sweet
1996
91
Boards of Canada
Music has the right to children
1998
92
Manu Chao
Clandestino
1998
93
System of a Down
Toxicity
2001
94
Michael Head introducing the Strands
The magical world of the Strands
1998
95
Rufus Wainwright
Poses
2001
96
Underworld
Second toughest in the infants
1996
97
D'Angelo
Brown sugar
1995
98
Nine inch nails
The downward spiral
1994
99
Sizzla
Black woman & child
1997
100
Coldplay
A rush of blood to the head
2002
lista publicada na Mojo 150, Maio de 2006.
(mas como eles cairam no conto do Oasis, valha-me Deus)
100 Modern Classics: Greatest Albuns of Mojo Lifetime
1
Jeff Buckley
Grace
1994
2
Johnny Cash
American recordings
1994
3
Radiohead
OK computer
1997
4
Bob Dylan
Time out of mind
1997
5
Oasis
Definitely maybe
1994
6
Flaming lips
The soft bulletin
1999
7
Radiohead
Kid A
2000
8
White stripes
Elephant
2002
9
Nirvana
Unplugged in New York
1994
10
Beck
Odelay
1996
11
Nick Cave and the Bad seeds
The boatman's call
1997
12
Spiritualized
Ladies and gentlemen we are floating in space
1997
13
Nirvana
In utero
1993
14
Massive attack
Mezzanine
1998
15
Bob Dylan
Love and theft
2001
16
Radiohead
The bends
1995
17
Johnny Cash
American III : Solitary man
2000
18
Teenage fanclub
Grand prix
1995
19
DJ Shadow
Endtroducing
1996
20
Bonnie 'Prince' Billy
I see a darkness
1999
21
Tom Waits
Mule variations
1999
22
Outkast
Speakerboxxx/the love below
2003
23
Buena vista social club
Buena vista social club
1997
24
Elliott Smith
Either/Or
1997
25
PJ Harvey
Stories from the city, stories from the sea
2000
26
Wilco
Yankee hotel Foxtrot
2002
27
Air
Moon safari
1997
28
White stripes
White blood cells
2001
29
Madonna
Ray of light
1998
30
Mercury rev
The deserter's song
1998
31
Lucinda Williams
Car wheels on a gravel road
1998
32
Beck
Mutations
1998
33
Strokes
Is this it
2001
34
Solomon Burke
Don't give up on me
2002
35
Portishead
Dummy
1994
36
Flaming lips
Yoshimi battles the pink robots
2002
37
Brian Wilson
Smile
2004
38
Belle and Sebastian
If you're feeling sinister
1997
39
Pulp
Different class
1995
40
PJ Harvey
To bring you my love
1995
41
Elvis Costello and the Imposters
The delivery man
2004
42
Jimmy Page & Robert Plant
No quarter
1994
43
Antony & the Johnsons
I am a bird now
2005
44
Super furry animals
Rings around the world
2001
45
Kate Bush
Aerial
2005
46
Supergrass
In it for the money
1997
47
Queens of the Stone age
Rated R
2000
48
Bruce Springsteen
Devils & dust
2005
49
Gillian Welch
Time (the revelator)
2001
50
Blur
Blur
1996
51
Franz Ferdinand
Franz Ferdinand
2004
52
Ryan Adams
Heartbreaker
2000
53
Björk
Post
1995
54
Beastie boys
Ill communication
1994
55
Beta band
The 3 ep's
1998
56
Pavement
Crooked rain, crooked rain
1994
57
Libertines
Up the bracket
2002
58
R.E.M.
New adventures in hi-fi
1996
59
Magnetic fields
69 love songs
1999
60
Arcade fire
Funeral
2004
61
Oasis
(What's the story) Morning glory?
1995
62
Wu-Tang clan
Enter the Wu-Tang (36 chambers)
1993
63
Morrissey
Vauxhal and I
1994
64
Tortoise
Millions now living will never die
1996
65
Primal scream
Exterminator
2000
66
Neil Young
Sleeps with angels
1994
67
Lauryn Hill
The miseducation of Lauryn Hill
1998
68
Jon Spencer blues explosion
Orange
1994
69
Aimee Mann
Lost in space
2002
70
Sigur Rós
Agaetis byrjun
2000
71
Al Green
I can't stop
2003
72
Blur
Parklife
1994
73
Nick Cave and the Bad seeds
Abattoir blues/The lyre of Orpheus
2004
74
Norah Jones
Come away with me
2002
75
Verve
A Northern soul
1995
76
Bruce Springsteen
The ghost of Tom Joad
1995
77
Tricky
Maxinquaye
1995
78
Eminem
The Marshall Mathers lp
2000
79
Tinariwen
The radio Tsidas sessions
2002
80
Guided by voices
Bee thousand
1994
81
Manic street preachers
The holy bible
1994
82
Arctic monkeys
Whatever people say I am, that's what I'm not
2005
83
Prodigy
Music for the jilted generation
1994
84
U2
All that you can't leave behind
2000
85
Salif Keita
Moffou
2002
86
Paul Weller
Stanley road
1995
87
Jayhawks
Sound of lies
1997
88
R.L. Burnside
A ass pocket of whiskey
1996
89
Red hot chili peppers
Californication
1999
90
Maria McKee
Life is sweet
1996
91
Boards of Canada
Music has the right to children
1998
92
Manu Chao
Clandestino
1998
93
System of a Down
Toxicity
2001
94
Michael Head introducing the Strands
The magical world of the Strands
1998
95
Rufus Wainwright
Poses
2001
96
Underworld
Second toughest in the infants
1996
97
D'Angelo
Brown sugar
1995
98
Nine inch nails
The downward spiral
1994
99
Sizzla
Black woman & child
1997
100
Coldplay
A rush of blood to the head
2002
lista publicada na Mojo 150, Maio de 2006.
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