terça-feira, junho 15, 2010

Os 100 melhores discos de música brasileira (1968-2008)

OS 100 MELHORES DISCOS DE MÚSICA BRASILEIRA DOS ÚLTIMOS 40 ANOS

(no máximo três discos por autor)


Por Sérgio Alpendre

(com o auxílio de memória do meu irmão, Ricardo Alpendre, e a contribuição dele em alguns textos - creditados)


Sim, sou daqueles que consideram que a melhor fase da música brasileira está compreendida na primeira metade da década de 1970.


Salve Médici? Não é o caso. Mas talvez tenha a ver com um oba-oba que toma conta do país e impede que grandes coisas sejam feitas em profusão fora de tempos difíceis. Não sei. Mas não foi intencional que quase metade dos discos da lista estivesse nesse período tão rico (que deixa toda a turma que faz música no Brasil de hoje no chinelo mais chinfrim).


É óbvio, mas é sempre deixar claro para os que tem má vontade com listas deste tipo e demais revoltados, que existem muitos grandes discos que ficaram de fora. Se a lista tivesse 200 (e sem o limite de três por artista), mesmo assim muitos ficariam de fora. Alguns coitados caíram na última hora (veja as duas listas B no final).


Caso de Let's Play That (Jards Macalé), Maria Fumaça (Banda Black Rio), João (João Gilberto), Preste Atenção (Thaíde e DJ Hum) e alguns outros que poderiam até entrar, dependendo do dia do ponto final.


Sem contar com inúmeros representantes da boa música que estão ausentes: Antonio Marcos, Dorival Caymmi, Nana Caymmi, Dori Caymmi, Danilo Caymmi, Daniela Mercury, Vitor Ramil, Taiguara, Nelson Cavaquinho, Ivan Lins, Moacir Santos, Eduardo Gudim, Ronaldo Bastos, Carlos Lyra, Di Melo, Smetak, O Terço, Trio Mocotó, União Black, Black Future, Erasmo Carlos, Sepultura, André Geraissati, André Christovam, Blues Etílicos, Cascadura, Lobão, João Nogueira, Jorge Aragão, Jorge Veiga, Jongo Trio, Quinteto Ternura, Sérgio Ricardo, Sidney Miller, Joelho de Porco, Premeditando o Breque, Lingua de Trapo, Skowa e a Máfia, Ultraje a Rigor, Cabine C, Gang 90, As Frenéticas, Dante Ozetti, Ná Ozetti (Estopim foi outro disco que caiu na última hora), Los Hermanos, Barão Vermelho (mas não Cazuza), Mundo Livre, Nação Zumbi (melhor sem Chico Science), Gueto, De Falla, Alceu Valença, Trio Elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar, Mercenárias, Os Mulheres Negras, Karnak, Claudinho e Buchecha, Rappin' Hood, Kelly Key, Zé Renato (presente, ao menos, com o Boca Livre), e tantos outros que mereciam citação ou que ainda não pude conhecer.

Mas não tinha jeito algum de entrar: Raul Seixas (que fez discos bons - e só - nos anos 70), Cazuza, O Peso, Bixo da Seda, Módulo 1000, Made in Brazil, Maria Rita (todos muito abaixo dos representados aqui), e outros artistas superestimados.


Os 100 escolhidos refletem a minha preferência. Podem chamar de egocentrismo e tal, mas, em música, só me interessam listas individuais. As coletivas são repletas de injustiças históricas, certamente em número maior que as que certamente cometo, por falha na memória, ou falta de sintonia no momento com determinados discos. Enfim, injustiças de um coro são mais graves do que as injustiças cometidas por uma só voz. Não pretendo, com estes 100, dizer que são mais influentes, importantes, ou bem gravados. Não. A lista reflete única e exclusivamente o meu gosto pessoal. Encarem como um pontapé inicial para outras listas, que serão muito bem-vindas se chegarem aos nossos emails.


OS MUTANTES - Os Mutantes (1968)

Uma explosão de criatividade e alegria. O disco tropicalista por excelência. Não o melhor do período, certamente, nem mesmo da banda. Mas um disco inventivo demais. A cada audição uma nova revelação.

Destaques: Panis et Circensis, Minha Menina, Senhor F., Le Premier Bonheur du Jour.


VÁRIOS ARTISTAS - Tropicália (1968)

Era grande a tentação de deixar este disco seminal de fora. Simples: apesar de conter faixas impecáveis de música desafiadora, todos os artistas envolvidos fizeram algo melhor depois. O problema é que há, nesse caldeirão sonoro, uma magia que praticamente escrveu seu nome sozinho aqui. Não tive como tirar.

Destaques: Parque Industrial, Geléia Geral, Baby.


CAETANO VELOSO - Caetano Veloso (1969)

O disco branco, com a assinatura no meio. A primeira obra-prima do compositor baiano, entre tantas em sua carreira. Destaques: Irene, Os Argonautas, Não Identificado, Alfômega.


ROBERTO CARLOS - Roberto Carlos (1969)

Com a obra-prima Inimitável, ele ensaiou uma torção para o soul, completada neste álbum fora de série, que levaria sua carreira a rumos impensáveis, pela enorme qualidade do que viria. Destaques: As Flores do Jardim da Nossa Casa, As Curvas da Estrada de Santos, Sua Estupidez, Diamante Cor de Rosa.


JORGE BEN - idem (com a música "País Tropical")(1969)

Este á o que tem o hino Charles Anjo 45, além da indicada entre parênteses. É o disco tropicalista de Ben, com um clima psicodélico que começa na capa com a ilustração de Albery. Destaques: Charles Anjo 45, Domingas, Cadê Teresa, Descobri Que Eu Sou um Anjo, Take it Easy My Brother Charles.


OS MUTANTES - A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (1970)

Aqui o rockão dos discos seguintes já começava a tomar forma. Antes um esclarecimento. Para eliminar um dos quatro discos dos Mutantes que eu queria colocar, resolvi adotar o seguinte crítério: eliminar aquele que tivesse a pior qualidade de gravação. Aí não deu outra. Caiu o segundo, apesar de ser maravilhoso também. Destaques: Ave Lúcifer, Preciso Urgentemente Encontrar um Amigo, Chão de Estrelas, Jogo de Calçada.


SOM IMAGINÁRIO - Som Imaginário (1970)

A banda que acompanhou Milton Nascimento nos anos 70 se aprofundou, em seus discos solo, numa espécie de Rock Progressivo com humor e certa dose de experimentalismo. Neste primeiro disco - fariam três no total - contam com Tavito e Zé Rodrix, além da liderança de Wagner Tiso. Destaques: Feira Moderna, Hey Man, Tema dos Deuses, Super-God.


GAL COSTA - Legal (1970)

O disco pirado que funciona da Gal, já que o de 1969 tinha muitos exageros. Em Legal ela encontra o equilíbrio entre a porralouquice baiana e a atmosfera tipicamente regional, entre o clima de cabaré e o rock'n'roll. É a MPB com guitarras consolidada, pra desespero dos ortodoxos. Tropicalismo agonizante, influências se encaixando. Se você preferir um disco que privilegie sua bela voz, escolha Cantar, de 1974. Destaques: Eu Sou Terrivel, Love Try and Die, Hotel das Estrelas.


TIM MAIA - Tim Maia (1970)

O disco de estréia do grande soul man brasileiro. Um marco na música de nosso país. Destaques: Coroné Antonio Bento, Cristina, Padre Cícero, Azul da Cor do Mar.


MILTON NASCIMENTO - Milton Nascimento (1970)

Este é o disco que coroa a participação do Som Imaginário - que faria três discos sem Milton nos anos 70, e lançaria a carreira solo de Wagner Tiso.


ELIS REGINA - Em Pleno Verão (1970)

Ninguém divide (ou pontua) os versos tão bem quanto Elis. Roberto? Sim, é verdade, Roberto chega lá também. E tem música do Rei neste álbum, repleto de delícias, como é a risada da Pimentinha na faixa de abertura. (Ricardo Alpendre)


NOVOS BAIANOS - É Ferro na Boneca (1970)

O primeiro álbum dos baianos malucos é o mais tropicalista. Suas músicas são o melhor do filme marginal Caveira My Friend, do mesmo ano. E pensar que este é só o primeiro de uma série de grandes discos. Destaques: Baby Consuelo, A Casca de Banana que eu Pisei, É Ferro na Boneca.


TOQUINHO E VINÍCIUS - Toquinho e Vinícius (o da máquina de escrever)(1971)

É o melhor e mais gostoso de escutar entre todos os discos da dupla. Destaques: Maria Vai Com as Outras, O Canto de Oxum, Blues para Emmett.


CHICO BUARQUE - Construção (1971)

Escolher só um disco do genial Chico é de dar dó. Poderia ser Vol 3, Vol 4, Meus Caros Amigos, Chico Buarque 78, Almanaque...Mas escolho Construção por ser o primeiro que mostra um compositor maduro e inquieto, com letras sociais e poesia inigualáveis. Destaques: Construção, Valsinha, Samba de Orly.


OS MUTANTES - Jardim Elétrico (1971)

Aqui o rockão já se formou, mas ainda há muito espaço para o pop. Talvez seja o melhor disco da banda. Destaques: Top Top, Virgínia, Saravá, Lady Lady.


DOM SALVADOR E ABOLIÇÃO - Som, Sangue e Raça (1971)

Um marco da música negra em nosso país. Infelizmente não consegui reouví-lo para fazer a lista, mas lembro perfeitamente do impacto que tive quando o descobri.


NOVOS BAIANOS - Acabou Chorare (1972)

Obra-prima absoluta. Sem mais comentários.


CAETANO VELOSO - Transa (1972)

O primeiro disco brasileiro de Caetano depois de sua volta do exílio em Londres. A maioria de suas músicas são cantadas em inglês. Tradição e modernidade colocaram de vez seu nome no rol dos grandes da MPB. Destaques: Nine Out of Ten, It's a Long Way, Triste Bahia, Mora na Filosofia.


GILBERTO GIL - Expresso 2222 (1972)

Gil havia feito alguns belíssimos álbuns antes deste: o do fardão, o das escrituras, e mesmo Louvação, são ótimos, para dizer o mínimo. A primeira obra-prima, no entanto, é Expresso 2222. Destaques: Pipoca Moderna, O Sonho Acabou, Cada Macaco no Seu Galho, Oriente.


TOM ZÉ - Se o Caso é Chorar (1972)

Só vou citar o nome de algumas músicas, para provar que a dor se encontra com a melodia de forma brilhante aqui: Dor e Dor, Senhor Cidadão, A Briga do Edifício Itália com o Hilton Hotel, Se o Caso é Chorar.


PAULINHO DA VIOLA - Dança da Solidão (1972)

É sempre uma delícia escutar qualquer disco de Paulinho. Que direi desta verdadeira obra de arte. Páreo duríssimo com Nervos de Aço.


MILTON NASCIMENTO E LÔ BORGES - Clube da Esquina (1972)

O disco inaugural do clube mostra um Lô Borges ainda adolescente, compondo como mestre, dividindo autoria e voz com Milton. Um álbum duplo (em Cd é simples) pra ficar na história. Destaques: Girassol da Cor de Seus Cabelos, Tudo que Você Queria Ser, Paisagem na Janela, Clube da esquina Nº2, O Trem Azul.


NELSON ÂNGELO E JOYCE - Nelson Ângelo e Joyce (1972)

O disco mineiro de Joyce. Uma maravilha que faz belo par com Clube da esquina, do mesmo ano.


MARCOS VALLE - Selva de Pedra (1972)

Passa de mil, não passa de dois mil. Uma trilha sonora para entrar para os cânones da MPB. Fazia a novela ser ainda melhor, mas isso não vem ao caso.


ROBERTO CARLOS - Roberto Carlos (1972)

Simplesmente, a perfeição. Destaques: a voz de Roberto Carlos no disco inteiro, assim como os arranjos, e a qualidade das composições. É isso mesmo. Se a lista tivesse um disco só, seria este.


RITA LEE - Hoje É O Primeiro Dia do Resto de Suas Vidas (1972)

Este é na verdade um disco dos Mutantes. A picaretagem deles, no caso, favoreceu a minha. Se bem que é meio feio chamar uma declaração de amor em forma de disco de picaretagem. Não salvou o romance deles, afinal.

Destaques: Tapupukitipa, Tiroleite, Teimosia, Superfície do Planeta.


PAULINHO DA VIOLA - Nervos de Aço (1973)

Clássico entre clássicos, Paulinho sempre lidou com o melhor da tradição do samba, inserindo, na base de uma ou duas por disco, faixas mais vanguardistas como a inacreditável "Roendo as Unhas", música que dialoga com free jazz e progressivo sem abandonar as raízes africanas. Das inúmeras obras-primas deste genial compósitor, Nervos de Aço talvez seja a que fique mais tempo na nossa cabeça. Destaques: Roendo as Unhas, Nervos de Aço, Comprimido, Cidade Submersa.


NOVOS BAIANOS - Novos Baianos F.C. (1973)

"Se eu não tivesse com afta eu até faria, uma serenata pra ela, que veio cair de morar, em cima da minha janela". Que outra banda faria música com esses versos, que não a melhor do mundo?


JOÃO DONATO - Quem é Quem (1973)

"Cadê Jodel?", ele pergunta. Também queremos saber. "E acompanhar a sua procura, caro mestre", dizemos todos nós.


TOM JOBIM - Matita Perê (1973)

Já começa com "Águas de Março", para dizer a que veio. Prossegue com a cantoria desajeitada do maestro. Desajeitada o suficiente para ser única e inclassificável, em um disco delicioso em cada sulco. Ser o melhor da carreira de um grande compositor não é fácil, e no momento este foi meu escolhido.


TOM ZÉ - Todos os Olhos (1973)

O mais vanguardista dos protagonistas da tropicália ficou esquecido durante duas décadas. Quando redescoberto, teve, enfim, seu valor reconhecido. É um dos grandes mestres na dicotomia tradição / vanguarda. Destaques: Augusta Angélica Consolação, O Riso e a Faca, Cademar.


SÉRGIO SAMPAIO - Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua (1973)

No momento é o disco que eu levaria pra uma ilha deserta. Dor e compaixão em doze faixas antológicas. É sem dúvida um dos lamentos mais sinceros da música popular. Destaques: Pobre Meu Pai, Eu Sou Aquele que Disse, Não Tenha Medo Não ( Rua Moreira, 65), Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua.


TIM MAIA - idem (com a música "Réu Confesso") (1973)

O quarto disco de Tim Maia ganha meu voto entre suas várias obras-primas da época. É o mais redondo, o mais apaixonado. Destaques: Réu Confesso, Compadre, Gostava Tanto de Você, Música no Ar.


CARTOLA - Cartola (1974)

Quem viu o belíssimo documentário poético que Hilton Lacerda e Lírio Ferreira fizeram sobre este gênio entendem que seus discos todos mereciam um lugar aqui. Foram quatro, e infelizmente um deles tinha que ficar de fora. Destaques: Disfarça e Chora, O Sol Nascerá, Tive Sim, Alvorada.


RITA LEE & TUTTI FRUTTI - Atrás do Porto tem uma Cidade (1974)

Primeiro disco de Rita com a excelente Tutti Frutti. Atrás do Porto traz canções curtas e certeiras, com instrumental muito bom, tendendo para o progressivo. Rita se afastaria de vez dos mutantes para assumir a posição de rainha do rock. Merecida. Destaques: Ando Jururu, Io No creyo en Brujas, Mamãe Natureza.


ARNALDO BAPTISTA - Loki? (1974)

Arnaldo em carreira solo despirocada, um homem amargurado, atingido, ferido como um pássaro na mira de vários estilingues. Bonito de se ouvir, mas contra indicado a quem estiver com problemas depressivos.

Destaques: É Fácil, Vou Me Afundar na Lingerie, Uma Pessoa Só.


EGBERTO GISMONTI - Dança das Cabeças (1974)

De tantos discos de Gismonti que poderiam estar aqui, este foi o último que mais me agradou, como em outros tempos foram Carmo e Água e Vinho.


SECOS E MOLHADOS - Secos e Molhados (segundo)(1974)

Muitos discordam, achando que o primeiro é que é o clássico. Pode até ser, mas este é melhor. João Ricardo arrebenta em composições curtas, de instrumental intrincado. E Ney está cantando ainda melhor que no primeiro disco. Destaques: Flores Astrais, Tercer Mundo, O Hierofante.


JORGE BEN - Tábua de Esmeraldas (1974)

Nove entre dez críticos fãs do cantor considera este o melhor. Eu considero o terceiro melhor, mas é praticamente um empate técnico com os outros dois. É sensacional, que é o que importa. Destaques: Os Alquimistas Estão Chegando, O Homem da Gravata Florida, O Namorado da Viúva, Menina Mulher da Pele Preta.


ROBERTO CARLOS - Roberto Carlos (1974)

É o Rei, em seu segundo melhor disco. Não acredita? Veja algumas de suas faixas: Despedida, O Portão, A Estação, Jogo de Damas, A Deusa da Minha Rua, Resumo, Você, Eu Quero Apenas, É Preciso Saber Viver. E agora, acredita?


MILTON NASCIMENTO - Milagre dos Peixes (1974)

Aqui poderia ser Minas ou Gerais, ou o disco da silhueta de 1970. O que importa é que o genial bituca está representado. Temos, afinal, que considerar que o disco em parceria com Lô Borges (ver lado A) é mais criação coletiva do Clube da Esquina. Destaques:


JARDS MACALÉ - Aprender a Nadar (1974)

Eu vi o show de releitura do disco na penúltima Virada Cultural em São paulo. Sinto-me um felizardo por isso.


GAL COSTA - Cantar (1974)

Cantar é para mim o melhor disco de cantora. Mundial, não apenas nacional! Todos os compositores contribuem com a nata do que faziam no período. Tarefa das mais difíceis e injustas destacar faixas, mas vamos a estas quatro: Flor do Cerrado, Canção que morre no ar, O céu e o som, Lua Lua Lua Lua. (Ricardo Alpendre)


EDNARDO - Romance do Pavão Mysterioso (1974)

A trilha de Saramandaia, de Dias Gomes, fez com que este original compositor cearense ficasse mais conhecido. Muito menos, entretanto, que os conterrâneos Belchior e Fagner.


WALTER FRANCO - Revolver (1975)

Entre alguns discos dignos de nota desse vanguardista tão preso à tradição, este certamente é o mais valioso. Destaques: Feito Gente, Eternamente, Nothing, Cachorro Babucho.


CASA DAS MÁQUINAS - Lar de Maravilhas (1975)

O primeiro era mais pop, o terceiro mais rock'n'roll. Este é o álbum progressivo do grupo. Uma obra-prima, com a voz celestial de Simbas e uma instrumentação que não deve às grandes bandas do prog. Destaques: Vale Verde, Cilindro Cônico, Vou Morar no Ar.


JORGE BEN - Solta o Pavão (1975)

Para mim, este é "o" grande disco de Jorge Ben. Aquele que melhor exemplifica o que se convencionou a chamar de samba-rock. Segue a mesma toada de Tábua de Esmeraldas, mas consegue ser ainda melhor. Destaques: O Rei Chegou - Viva o Rei, Domingaz, Zagueiro, Velhos Flores Criancinhas e Cachorros.


GILBERTO GIL - Refazenda (1975)

Outro que merecia ter mais discos na lista é Gil, com sua voz única e suas letras inteligentíssimas. Aqui ele deixa um pouco a experimentação roqueira que marcou seus anos pós-exílio para fazer um disco pop, com uma única música de cunho vanguardista, chamada ironicamente de "Essa é pra Tocar no Rádio". Sua voz aqui soa cristalina como nunca. Segunda opção pra ilha deserta. Destaques: Refazenda, Ela, Lamento Sertanejo, Ê Povo Ê.


ALMÔNDEGAS - Aqui (1975)

Kleiton e Kledir eram deste ótimo grupo que lançou ao menos três discos notáveis nos anos 70, dos quais meu preferido de agora é este. Destaques: Mi Triste Santiago, Amor Caipira e Trouxa das Minas Gerais, Elevador, Haragana.


FAGNER - Ave Noturna (1975)

A obra-prima de um artista único, que realizou meia dúzia de grandes discos (destaque para Eu Canto e Manera Fru Fru), e após o excelente Traduzir-se, caiu na vala comum que assolou toda a MPB, e é responsável pelo vácuo criativo que existe até agora. Destaques: Riacho do Navio, Ave Noturna, Retrato Marrom, A Palo Sêco.


CLARA NUNES - Claridade (1975)

Uma verdadeira rainha do samba, que se foi cedo demais. Claridade foi o escolhido entre outros que também mereciam, a saber: Clara Nunes (1973), Alvorecer, Canto das Três Raças, Esperança.


NEY MATOGROSSO - Água do Céu Pássaro (1975)

Todos os discos de Matogrosso nos anos 70, e vários das décadas seguintes, com especial destaque para Feitiço, de 1978, e para o recente Inclassificáveis, são frutos de um artista em pleno domínio de suas possibilidades. Talvez este disco marque perfeitamente o que estou dizendo, já que o segundo dos Secos e Molhados tem muito de João Ricardo.


HYLDON - Na Rua Na Chuva Na Fazenda (1975)

Um delicioso passeio no campo, que não faz com que sintamos saudades da cidade grande.


CARLINHOS VERGUEIRO - Carlinhos Vergueiro (1975)

Tudo bem que Carlinhos queria ser Chico Buarque. As composições entregam. Mas seria maldade acreditar realmente nisso. Seus discos são tão bonitos, revelam uma sensibilidade tão brasileira e, acima de tudo, são tão inspirados que ele não podia ficar fora. Sua voz é carregada de uma melancolia que não parece consciente, fazendo o grande charme de seus discos. Este é o terceiro. Destaques: De Onde Vem, Precipício, Como Dói, Aragem de Fé.


A BARCA DO SOL - Durante o Verão (1976)

Outro que segue a linha do Recordando podendo ser considerado MPB. O primeiro disco é mais calmo, com instrumentações folk progressivas muito bonitas. Este, o segundo, é mais variado e traz algumas canções mais agressivas graças, principalmente, à guitarra tocada por Beto Rezende. Destaques: Durante o Verão, Hotel Colonial, Os Pilares da Cultura.


CHICO BUARQUE - Meus Caros Amigos (1976)

Tenta achar uma única faixa supérflua neste disco. Tente. Espécie de coletânea de faixas que ele compôs para o teatro, para o cinema, para e com os amigos, e Francis Hime é o grande e genial cúmplice. Destaques: Mulheres de Atenas, Olhos nos Olhos, O Que Será, Meu Caro Amigo.


TOM ZÉ - Estudando o Samba (1976)

Nova obra-prima do baiano maluco. Uma verdadeira revolução em nosso ritmo mais popular. Destaques: Tô, Mãe (Mãe Solteira), Só (Solidão), Hein?


CARTOLA - Cartola II (1976)

Gênio é gênio. Desnecessário dizer mais do que isso. Destaques: O Mundo é um Moinho, As Rosas Não Falam, Cordas de Aço, Preciso me Encontrar.


LUIZ MELODIA - Maravilhas Contemporâneas (1976)

Pérola Negra é um grande disco, claro, mas vários grandes discos ficaram de fora, e o melhor de Melodia é esta verdadeira pérola. Destaques: Juventude Transviada, Questão de Posse, Paquistão.


GUILHERME ARANTES - Guilherme Arantes (1976)

Não há como negar que o que Guilherme faz tem muito da tradição da Bossa Nova. Suas canções são melódicas, dificilmente possuem a energia necessãria para ser considerada rock. Prefiro pensar que, numa divisória que separa MPB de Rock, estão bem próximos da linha o 14 Bis e o Guilherme. Cada um de um lado. É puramente subjetivo? Certamente. Então me enviem suas listas. Destaques: Antes da Chuva Chegar, Meu Mundo e Nada Mais, A Cidade e a Neblina, Cuide-se Bem.


SÉRGIO SAMPAIO - Tem Que Acontecer (1976)

"Nasceu o filho do ovo / vai ser galo de terreiro / ou frango assado no almoço" O segundo disco de Sampaio sem o padrinho Raul Seixas para segurá-lo é uma nova obra-prima. Que tende a ficar desconhecida do grande público porque a gravadora comete o crime de só ter lançado em CD com a capa adulterada, parecendo uma dessas coletâneas acintosas que existem aos montes. Só neste país mesmo os responsáveis permanecem impunes. Destaques: Que Loucura, Tem Que Acontecer, Velho Bandido, Cada Lugar na Sua Coisa.


TIM MAIA - Tim Maia (1976)

Que Racional o que? Perde feio para vários outros discos de Tim. Como este, que tem suingue a dar com pau. Destaques: Dance Enquanto é Tempo, Rodésia, Márcio, Leonardo e Telmo, É Preciso Amar.


BELCHIOR - Alucinação (1976)

Um amigo meu costuma dizer que este é o Sgt Peppers do Belchior, querendo dizer que é o melhor disco dele. Provavelmente é mesmo. Mas devo dizer que o primeiro, de 1974, caiu em um dos vários cortes para ficar nos 100. Sua carreira seguiria firme até 1979. A partir de Objeto Direto (1980), Belchior foi caindo na vala para onde foram vários grandes de outrora. Uma pena, mesmo. Destaques: Apenas um Rapaz Latino Americano, Velha Roupa Colorida, Como Nossos Pais, A Palo Seco.


BETO GUEDES - A Página do Relâmpago Elétrico (1976)

Da turma de Minas, é o da voz de taquara rachada. Num mundo perfeito, seria considerado Deus da poesia musical. Sua voz é um deleite de melodia e fragilidade. A vulnerabilidade de suas interpretações fazem com que alguns incautos releguem-no a um segundo escalão. Nada mais injusto. Destaques: A Página do Relâmpago Elétrico, Maria Solidária, Tanto, Belo Horizonte.


RECORDANDO O VALE DAS MAÇÃS - Crianças da Nova Floresta (1977)

Este disco é de MPB. Suas melodias singelas, seus arranjos acústicos e, acima de tudo, aquele climão gostoso meio hippie da década de 70 fazem do disco uma perfeita pedida pra quem gosta do Clube da Esquina, por exemplo. Acontece que o disco vende muito mais para quem gosta de rock progressivo. Destaques: Ranchos Filhos e Mulher, Raio de Sol e a suite Crianças da Nova Floresta.


SOM NOSSO DE CADA DIA - Som Nosso (vulgo Sábado / Domingo) (1977)

Um lado funk/soul, o outro prog/pop. O lado funk soul sai ganhando, mas o outro lado também tem muita coisa boa. Destaques: Vida de Artista, Estação da Luz, Bem do Fim, Rara Confluência.


CARTOLA - Verde Que te Quero Rosa (1977)

Ah, palavras são totalmente supérfluas. Destaques: Fita Meus Olhos, Desta Vez Eu Vou, Nós Dois.


GERSON KING COMBO - Gerson King Combo (1977)

Um arraso do início ao fim. Seu segundo disco também é muito bom (um tiquinho abaixo deste), assim como o da União Black, do ano seguinte.


MORAES MOREIRA - Cara e Coração (1977)

Este é o segundo disco solo de Moraes Moreira, depois que ele deixou os Novos Baianos em boas mãos, e seguindo com maravilhas. Tivemos, assim, duas frentes de batalha do mesmo sangue, ambas muito, imensamente talentosas.


JOÃO BOSCO - Tiro de Misericórdia (1977)

O melhor de João Bosco também alia tradição a modernidade, bem ao gosto da MPB após a tropicalia. Só que Bosco privilegia o tradicional em sambas deliciosos. Mas assim como Paulinho da Viola sempre insere no mínimo uma canção mais ousada. Neste é a faixa título, com seu arranjo apocalíptico. Destaques: Vaso Ruim não Quebra, Plataforma, Tiro de misericórdia.


JOÃO GILBERTO - Amoroso (1978)

É o álbum que tem a interpretação de João para "Wave". Evidentemente é a versão definitiva. Os arranjos de Claus Ogerman são bons o suficiente para não comerem poeira do violão do baiano. Escolha de repertório impecável. Conceitualmente o melhor álbum do mestre.

Destaques: Wave, Estate, Triste. (Ricardo Alpendre)


GUILHERME ARANTES - A Cara e a Coragem (1978)

O disco confessional de Arantes. No qual ele tem coragem de reclamar da vida, de mostrar que burguês também sofre, principalmente quando abandona a vida fácil da casa dos pais. Destaques: Brincos na Orelha, Show de Rock, Mas Ela Não Quer Mas Ela Não Pode, Brazilian Boys.


MORAES MOREIRA - Auto Falante (1978)

Entre este e o disco seguinte de Moraes, que contém a faixa-título Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira, o que desempatou foi a sensacional "Revoada". E o disco ainda tem "Pedaço de Canção" e "Fruta Mulher". Haja superlativos.


CHICO BUARQUE - Chico Buarque (1978)

O disco em que se pode encontrar "Cálice", finalmente liberada para censura. Além dela, ainda encontramos "Feijoada Completa", "Trocando em Miúdos", "Até o Fim", "Pedaço de Mim", "O Meu Amor", "Tanto Mar", "Pivete", "Apesar de Você"... ufa!!!


PEPEU GOMES - Geração de Som (1978)

Leram o verbete do Aprender a Nadar, de Jards macalé? Pois é. Aconteceu o mesmo com este disco, só que neste ano. Posso dizer que mesmo achando o disco uma obra-prima, não esperava um show tão intenso quanto aquele. Os fantasmas do Teatro Municipal nunca se recuperarão.


OLIVIA BYINGTON - Corra o Risco (1978)

Ela saiu da Barca do Sol, para brilhar neste primeiro disco solo, com pegada roqueira e a voz dela arrasando. O segundo, Anjo Vadio (1980), com a capa hiper sensual, é muito bom. Mas este é inacreditável. Destaques (que mudam a cada vez que escuto): Lady Jane, Corra o Risco, Cavalo Marinho, Brilho da Noite.


AMELINHA - Frevo Mulher (1978)

Vou ser massacrado por esta escolha. Azar de quem não entender. Amelinha teve outros belos discos antes e depois, mas este é, sem dúvida, o melhor. Destaques: Frevo Mulher, Galope Razante, Divindade.


TAVITO - Tavito (1979)

O saudosismo rasgado de Tavito pode fazer muita gente torcer o nariz. Ignorar a beleza de suas canções seria, no entanto, uma heresia merecedora do pior castigo. Destaques: Rua Ramalhete, Começo Meio e Fim, Naquele Tempo, Coração Remoçado.


LÔ BORGES - A Via Láctea (1979)

Uma perfeição de melodias e arranjos fazem deste disco o melhor companheiro de viagens. É sério. No caminho para o Rio de Janeiro passei as seis horas ouvindo e reouvindo esta maravilha. E olha que eu não sou de escutar o mesmo disco duas vezes seguidas. Ah...sim, eu tinha outras opções. Destaques: A Via Láctea, Vento de Maio, Chuva na Montanha, Equatorial.


ODAIR JOSÉ - O Filho de José e Maria (1979)

Odair José descobrindo que não é Roberto Carlos e fazendo uma obra-prima de ironia e questionamento.

Destaques: O Filho de José e Maria, Nunca Mais, O Casamento.


TONINHO HORTA - Terra dos Pássaros (1980)

Infelizmente, faz anos que não escuto este disco. Acontece. Só não me peçam para esquecê-lo, porque será impossível.


JOÃO GILBERTO, CAETANO VELOSO E GILBERTO GIL - Brasil (1980)

Você gosta da música de João? Sim? Ótimo! Imagine três João-Gilbertos e a participação suave de Maria Bethania. Não gosta de João? Vocês são muitos. Imagine três dele então. São seis faixas, 28 minutos apenas. Passa rápido (infelizmente).

Destaques: Disse Alguém (All of me), Bahia com H, Milagre. (Ricardo Alpendre)


BOCA LIVRE - Boca Livre (1980)

A perfeição dos vocais, a qualidade dos arranjos, a felicidade nas composições e nas interpretações e a beleza da voz de Zé Renato fazem deste disco uma daas maiores delícias da MPB. Destaques: Quem Tem a Viola, Toada, Barcarola do São Francisco.


JOYCE - Feminina (1980)

Se fosse um EP com as quatro primeiras faixas (Feminina, Mistérios, Clareana, Banana), já bastaria para este disco entrar aqui. E tem muito mais.


DJAVAN - Alumbramento (1980)

O alagoano Djavan sempre buscou a renovação da MPB pelo cruzamento com rítmos negros. Neste ele consegue uma mistura perfeita, com aquelas melodias inusitadas que caracterizam sua obra. Destaques: Lambada de Serpente, A Rosa, Meu Bem Querer.


ARRIGO BARNABÉ - Clara Crocodilo (1980)

Infinitamente superior a tudo mais que Arrigo criou, mesmo se pensarmos no ótimo Tubarões Voadores (1984), este marco da vanguarda paulistana do começo da década de 80 é daqueles discos que já entraram para a história. Destaques: Diversões Eletrônicas, Acapulco Drive-in, Clara Crocodilo.


ITAMAR ASSUMPÇÃO - Beleléu (1980)

Outro excelente exemplar da vanguarda paulistana. Os shows de Itamar eram, sem exceção, o que de mais rico se podia ouvir nos anos que se seguiram a esta estréia inspiradíssima. Destaques: Luzia, Fico Louco, Beijo na Boca, Nego Dito.


A COR DO SOM - Transe Total (1980)

Os colecionadores de rock nacional vão querer me crucificar. Como passar por cima de discos como o Ao vivo em Montreaux ou o primeiro? Mas é no quarto disco que eles conseguiram mesclar a quantidade ideal de instrumentação impecável com apelo pop irresistível. Claro que os discos anteriores são fundamentais. Mas ignorar as inúmeras qualidades deste disco é pecar para arder no fogo do inferno. E Armandinho é de outro mundo. Destaques: Palco, Zanzibar, Semente do Amor, Para Ser o Sol.


RUMO - Rumo (1981)

Admito que um só desta banda fenomenal é pouco. Infelizmente, caíram num dos cortes Rumo aos Antigos e Quero Passear, sendo que Diletantismo e Caprichoso poderiam entrar tranquilamente. Dezenove faixas de puro encanto musical.


14 BIS - Espelho das Águas (1981)

Muitos protestarão contra a inclusão deste disco argumentando que não se trata de Rock. Apesar da influência do clube da esquina, não dá pra negar que o 14 Bis tem uma inclinação mais roqueira. É um rock mais adulto, mais domesticado. Suave, segundo detratores. Mas é rock. Ignorá-lo seria desmerecer melodias belas arranjadas com um quê de rock progressivo. Destaques: Razões do Coração, No Meio da Cidade, Espelho das Águas, Mesmo de Brincadeira.


CAETANO VELOSO - Outras Palavras (1981)

Não seria exagero considerar este como o melhor disco de Caetano. Tem "Rapte-me Camaleoa", ou, pop perfeito. Tem a faixa título e ainda "Lua e Estrela". E tem muito mais. Um disco super redondo, com a Outra Banda da Terra.


JOÃO DONATO - Leilíadas (1986)

Um dos discos mais bonitos e tocantes que já ouvi. Leilas para todos os gostos (Leila é o nome de todas as faixas do disco, com o número para diferenciá-las).


IRA - Vivendo e não Aprendendo (1986)

Este segundo disco do Ira não traz nada de novo. É apenas mais um disco da banda que não sabia se queria ser Who ou Jam. Mas é inspiradíssimo. Canções primorosas muito bem tocadas. E Edgard Scandurra é um monstro na guitarra. Talvez só comparável ao Pepeu a ao Armandinho. Destaques: Dias de Luta, Envelheço na Cidade, Vitrine Viva.


LEGIÃO URBANA - Dois (1986)

Da geração prolífica dos anos 80, tinha muita coisa pra colocar. Capital Inicial, Camisa de Vênus, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Ultraje a Rigor, RPM, todos mereciam ter um álbum na lista. Sem contar inúmeras bandas independentes e geniais como Fellini, Mercenárias, Akira S. e as Garotas que Erraram, Nau e Cabine C. Escolhi Legião e Titãs por terem feito os discos mais fortes e bons de ouvir da época (critério de desempate discutível, mas qual não seria?). Beneficiados, é certo, pelo Plano Cruzado, que aumentou o consumo criando um estouro de vendas de discos (basta ver o número de discos de 86 na lista) criaram pérolas de rock juvenil. A banda de Renato Russo fez, a rigor, dois grandes discos. Este e o quinto, nos quais atingiram o máximo na mistura de letras auto confessionais com boas melodias pop. Renato provou aqui ser um grande letrista, refletindo os anseios de sua geração. Mas tudo isso é clichê barato. Fique com a música que é inspirada. Destaques: Andrea Dória, Tempo Perdido, Indios.


REPLICANTES - O Futuro é Vortex (1986)

Impossível ouvir este disco sem um largo sorriso no rosto. Irreverência e humor em punks inspiradíssimos. Clássico indispensável. Não saia por aí dizendo não ter esse disco. Você vai passar vergonha. Destaques: Boy do Subterrâneo, Hippie Punk Hajinish, Motel da Esquina, Mulher Enrustida.


PICASSOS FALSOS - Picassos Falsos (1987)

Esta provavelmente é a melhor banda de rock brasileiro dos anos 80. Sempre subestimada, lembra, em seus momentos menos bons, o melhor do Capital Inicial. Nos melhores, a guitarra de Luiz Gustavo dá o tom, com seus esporros sonoros à Sonic Youth. Injustamente, a banda só gravou mais um disco, o sublime Supercarioca, que ficou ausente desta lista por muito pouco. Destaques: Carne e Osso, Quadrinhos, Últimos Carnavais.


PATIFE (BAND) - Corredor Polonês (1987)

Um dos discos mais geniais do rock brazuca. O irmão de Arrigo mostra que apreendeu direitinho o que ouviu nas sessões de Clara Crocodilo que participou. Sua mistura de punk, pós-punk, free jazz e progressivo resulta num clássico de ecletismo inacreditável. Destaques: Tô Tenso (de Arrido e Itamar, os grandes canalhas), Vida de Operário e Maria Louca.


CAETANO VELOSO e GILBERTO GIL - Tropicália 2 (1993)

Podem me crucificar, mas este Tropicália 2 é melhor que o Tropicália original. Ao menos sua presença por aqui nunca esteve ameaçada, como a do outro. Pudera, com faixas excelentes como "Haiti", "Tradição", e a versão deles para "Wait Until Tomorrow", do Jimi Hendrix, fica fácil.


ITAMAR ASSUMPÇÃO - Bicho de Sete Cabeças (a Trilogia, em vinil) (1993-1994)

Uma pequena trapaça. A trilogia (em vinil), composta de dois CDs. Itamar merece.


MARISA MONTE - Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão (1994)

Não se pode culpar Marisa Monte (nem Adriana Calcanhoto), pela profusão uniformizada de cantoras que soam caricaturas de grandes divas do passado. Marisa, em seu terceiro disco, se livrou definitivamente do espectro de Gal Costa, sem deixar de lado a influência, claro. Em discos recentes, a cantora provou que ainda é muito superior a todas as outras que vieram em sua cola.

Destaques: Dança da Solidão, De Mais Ninguém, Alta Noite, Esta Melodia.


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Os 17 discos que caíram fora por causa do limite de três por autor (uma injustiça?):

ROBERTO CARLOS - O Inimitável (1968)

MUTANTES - Mutantes (1969)

ROBERTO CARLOS - Roberto Carlos (1971)

CHICO BUARQUE - Chico Canta (1973)

NOVOS BAIANOS - Novos Baianos (1974)

NOVOS BAIANOS - Vamos Pro Mundo (1974)

CAETANO VELOSO - Qualquer Coisa (1975)

JORGE BEN - África Brasil (1976)

NOVOS BAIANOS - Caia na Estrada e Perigas Ver (1976)

ROBERTO CARLOS - Roberto Carlos (1977)

CHICO BUARQUE - Vida (1979)

CHICO BUARQUE E EDU LOBO - O Grande Circo Místico (1981)

CAETANO VELOSO - Velô (1984)

CAETANO VELOSO - Circuladô (1991)

CAETANO VELOSO e JORGE MAUTNER - Eu Não Peço Desculpa (2004)

CAETANO VELOSO - Cê (2007)

TOM ZÉ - Estudando o Pagode (2004)

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Os 27 discos que caíram fora no último grande corte (foram três cortes ao todo):

EDU LOBO - Cantiga de Longe (1970)

RONNIE VON - Minha Máquina Voadora (1970)

JOÃO DONATO - A Bad Donato (1970)

MARCOS VALLE - Garra (1971)

EUMIR DEODATO - Percepção (1972)

EGBERTO GISMONTI - Água e Vinho (1972)

MARIA BETHÂNIA - Drama (1972)

FRANCIS HIME - Francis Hime (1973)

SÁ, RODRIX E GUARABYRA - Terra (1973)

HERMETO PASCOAL - A Música Livre de Hermeto Pascoal (1973)

SOM IMAGINÁRIO - A Matança do Porco (1973)

O SOM NOSSO DE CADA DIA - Snegs (1974)

SÁ E GUARABYRA - Nunca (1974)

JOÃO BOSCO - Galos de Briga (1976)

BANDA BLACK RIO - Maria Fumaça (1977)

UNIÃO BLACK - União Black (1978)

BENDEGÓ - Bendegó (1979)

MORAIS MOREIRA - Bazar Brasileiro (1980)

OS BORGES - Os Borges (1980)

ULTRAJE A RIGOR - Nós Vamos Invadir Sua Praia (1985)

TITÃS - Cabeça Dinossauro (1986)

JOÃO GILBERTO - João (1989)

JARDS MACALÉ - Let's Play That (1994)

THAÍDE E DJ HUM - Preste Atenção (1996)

ED MOTTA - Manual Prático para Festas, Bailes e Afins (1997)

RACIONAIS MC'S - Sobrevivendo no Inferno (1998)

RAPPIN' HOOD - Sujeito Homem (2001)

52 comentários:

Sérgio Alpendre disse...

Lista publicada originalmente em agosto de 2008, no antigo site da Revista Paisà.

Guilherme disse...

Sem Fellini???

Sérgio Alpendre disse...

Lembro que Amor Louco foi um dos discos que caíram em um dos cortes... ou seja, ficou perto de entrar. Gosto dos quatro discos do Fellini.

Vlademir disse...

Sergio, não recordo se no antigo blog ou na Paisá, mas lembro que há muito tempo você escreveu que nunca encontrou decadência tão grande de qualquer forma artística como a que ocorreu com a MPB. Bom, vendo os discos da década de setenta listados na relação e comparando com o que vem se fazendo nos últimos vinte anos, dá para sentir isso na pele. Havia até casos de cantores bregas que se arriscavam a experimentar grandes e arriscados saltos, como O Filho de José e Maria, que confesso que só ouvi uma vez e não consegui me livrar da estranheza provocada pelo passado musical do Osair José. Mas gosto muito de um disco do Leno de 1971, Vida e obra de Johnny Maccartney, que não foi lançado na época. Conhece esse? Demorei anos para conseguir baixá-lo e incluiria em lista minha mais extensa de nacionais favoritos.

Sérgio Alpendre disse...

É, escrevi e mantenho. Me entristece isso, pois a MPB já nos deu tanta coisa boa, e hoje é tudo meio padronizado. Acho bem legal Vida e Obra de Johnny MacCartney, e adoro coisas de Leno e Liliam. Não sei se pra colocar na lista, mas quase. Sobre o Odair José, gosto de muitas canções que ele fez antes do disco O Filho de José e Maria. Ele tem baladas lindíssimas.

Jorge disse...

Não citar álbuns do Raul Seixas no período principalmente dos anos 70, me desculpe mas perde toda a credibilidade. Mutantes entre outros são realmente o grande marco dessa fase... Mas sem Raul me desculpe...

Felipepepe disse...

Bacamarte - Depois do Fim é uma das mais incríveis obras brasileiras e vcs nem citaram a banda...

Sérgio Alpendre disse...

Felipepepe, vcs, não, a lista é toda minha. O irmão só ajudou nos textos... e a me lembrar de alguns que eu tinha esquecido. Gosto do Bacamarte, mas não o suficiente para entrar na lista.

Jorge, nunca fui muito fã do Raul, gosto de algumas coisas, raramente de um disco inteiro. Essas coisas, porém, estariam longe de entrar em qualquer lista minha. Mesmo se fosse os 100 melhores dos anos 70 não entraria nada de Raul (a não ser o Sessão das 10, que não é só dele). Como disse, a lista reflete as minhas preferências. Não pensei em ter "credibilidade".

Rodrigo disse...

Eu tb deixaria o Raul de fora, muito superestimado.

Mas onde esta o Paebiru?

Sérgio Alpendre disse...

é outro superestimado. Pessoal às vezes fica espantado com a raridade e ouve como se fosse a maior maravilha do mundo. Não é.

Anônimo disse...

Séba,

Ficou legal a lista, o ideal seria uma com os 500 discos nacionais hehehe.

Eu gosto bastante também do Ruy Maurity, Sidney Miller e do Taiguara.

Sérgio Alpendre disse...

Edu, o corte inicial, pelo que eu lembro, tinha mais de 200 discos. Cada corte que eu fiz doeu... Taiguara e Sidney Miller fizeram falta mesmo. O Ruy Maurity é legal, mas precisava ouvir novamente para saber se foi outra falta ou não...

Christiano disse...

Pô, o Cabine C merecia ter entrado. O Nunca do Sá & Guarabyra também. E o primeiro do Zé Ramalho, não gosta?
Mas a lista tá bem legal, vai servir pra mim como material de pesquisa.
Valeu!

Sérgio Alpendre disse...

gosto, sim, Christiano. Principalmente do Cabine C e do Nunca. Mas, como disse, 100 é pouco.

Gilson Cardoso disse...

Otima lista.

Obvio que se eu fizesse minha lista de 100 trocaria alguns discos, mas acho que ateh vc se fizesse essa lista semana q vem trocaria algumas coisas.

O Roberto Carlos 1969 eh otimo, mas o 1971 (Detalhes) pra mim eh obra-prima.

Sérgio Alpendre disse...

esse é o ponto, Gilson. Assim que dei a lista por terminada, já comecei a discordar dela. Dois anos depois, nem quis ver os discos que escolhi, pois iria querer trocar um monte, ou não. Seja como for, fica o registro, tal como saiu na Paisà.

Ivanildo Berardo disse...

Sérgio, 'cruficiado' você seria se não incluísse na lista essa obra-prima que é "Frevo Mulher". Ao invés dele, seriam igualmente aceitáveis "Flor da Paisagem" (1977) e "Porta Secreta" (1980), também belíssimos. Pena que não entrou nenhum Alceu ("Molhado de Suor", "Vivo" - disco roqueiro, visceral e com mais pegada do que muito disco de banda dita de rock - ou "Espelho Cristalino")ou Zé Ramalho (1º)...Mas, de modo geral, a lista é muito interessante e, em certos aspectos, ousada, como de praxe em suas resenhas. Abraço.

Sérgio Alpendre disse...

obrigado, Ivanildo. Gosto do trabalho do Alceu nos anos 70. Uma pena não ter entrado nenhum disco dele.

Felipe Castro disse...

Puta lista.

Ateh coloquei aqui pra tocar O disco de 1969 do Roberto Carlos, e eh impossivel negar que eh um dos maiores de todos os tempos. Genio total.

Lucas Jeison disse...

Oi Sérgio!
Eu já havia lido a lista quando você a postou na comunidade da pZ, e continuo achando que você conseguiu fazer uma seleção diversificada e abrangente, englobando discos que também estão entre meus preferidos.No mínimo uns 30 entrariam na meu Top 100(e quase todos os 27 do grande corte) E me diverti bastante com os trechos provocativos ("que racional o quê!"). Sobre o Belchior, eu adoro o "Era uma vez um homem e seu tempo"(de 1980 e que tem Comentário a respeito de John,Retórica entmental,Voz da América, Espacial)que pra mim é pau a pau com o Alucinação.
Ah, e "Sangue Latino" é do primeiro do Secos & Molhados(obra-prima!).
Abs.
Abraço.

Sérgio Alpendre disse...

Nossa, é verdade, Lucas. Confundi com Tercer Mundo. Valeu, vou corrigir...

Sérgio Alpendre disse...

aliás, percebi alguns errinhos nessa versão que eu tinha. Provavelmente tinha mudado no servidor, quando a lista foi publicada na Paisà. Não mexo mais porque dá muito trabalho corrigir posts grandes no blogspot. Toda hora dá erro. Agradeço a compreensão.

André Luiz disse...

Oi, Sergio

Meu nome é André e concordo com você em relação aos albuns do Tim Maia da fase Racional. são apenas bons albuns nada mais do que isso e com certeza não colocaria entre os 10 melhores albuns do sindico. Outros albuns que eu colocaria na minha lista de 100 albuns:
Erasmo Carlos - Sonhos E Memorias;
Cesar Camargo Mariano - São Paulo Brasil;
Tamba Trio - Tamba (74);
Milton Nascimento - Minas;

Gostaria de sugerir um post com os 50 melhores discos de progressivo italiano na sua opinião e outro com a discografia comentada do The Band.
Abs
André Luiz - RJ

Sérgio Alpendre disse...

Oi, André. Sugestões anotadas. Mas não curto muito The Band, e creio que no progressivo italiano não tenha mais do que 10 discos antológicos. Numa lista de 50, ia entrar muita coisa apenas boa. Talvez uma de 20, pra ficar mais representativo.

André Luiz disse...

Oi, Sérgio

Aqui é o André de novo e queria fazer uma correção: o disco de Egberto Gismonti de 74 é o Academia de Danças e não Dança das Cabeças.

Abs
André Luiz - RJ

Sérgio Alpendre disse...

é verdade... pior é que agora eu não sei se confundi o ano ou o disco. Precisaria re-escutálos para definir qual deles merece continuar na lista.

Rodrigo Antunes disse...

Faltou pelo menos uma menção ao Violeta de Outono.

Sérgio Alpendre disse...

faltou mesmo, Rodrigo. Gosto da banda...

Gustavo Capozzi disse...

E quanto ao Cassiano? Gravou pouco, mas os 2 discos dele que conheço (Apresentamos Nosso Cassiano e Cuban Soul 18 Kilates) são excelentes. Ele também compôs algumas músicas gravadas pelo mestre Tim Maia, como a famigerada (e sensacional) Primavera.
Ah, Sérgio, obrigado por ter postado a lista!

Sérgio Alpendre disse...

gosto muito, Gustavo. Mas não dá pra colocar todo mundo...

dan disse...

Kelly Key???

Anônimo disse...

Gostei bastante da sua lista! Eu concordaria com uns 70% dela (alguns eu não ouvi). Mas como disco completo, o número um da minha lista certamente seria "O Grande Circo Místico" de Chico Buarque e Edu Lobo, que dançou na sua lista de corte.
Abraços.
Pedro.

Sérgio Alpendre disse...

pois é, Pedro. Os que foram cortados são maravilhosos tb. É a vida...

Anônimo disse...

Achei na NET

Dom Salvador & Abolição – Som, Sangue e Raça (1971)

http://umquetenha.org/uqt/?p=4370

Willians disse...

Me desculpa, mas colocar 2 Guilherme Arantes (um 'tava bom) e nao incluir os 2 do Sá, Rodrix e Guarabira é de doer o coração. Merece penitência, de joelhos no milho e atrás da porta até se arrepender e consertar o erro. De qualquer maneira a maioria dos discos eu também concordo com você, os do inicio dos 70.

Sérgio Alpendre disse...

Willians, eu adoro Guilherme Arantes. Mas note que um dos discos do SR&G e um de S&G estão nas menções honrosas. Vai do dia também. Talvez eles entrassem na lista principal conforme a época.

Anônimo disse...

kde o rebirth e angels cry do ANGRA
SHAUSHAUSHAU
LIXO DE LISTA

Anônimo disse...

Parabéns pela lista! É a melhor entre todas que li até o momento!

Anônimo disse...

Sua lista está excelente, e confesso que digo isso porque seu gosto musical se parece com o meu demais! Até agora, das listas que vi deste gênero, esta aqui foi a que mais casou com meus gostos!
Na minha opinião, só faltou um, que é o disco que mais gosto e que ouço até hoje: "Gal Tropical", de 1979! Geralmente citam como os melhores da Gal o "Caras e Bocas", de 1977 ou o "Gal Fa-Tal", de 1971. Mas a minha preferência é "Gal Tropical" mesmo.
Tem vários discos do Erasmo, do Chico que eu também podia citar, e que faltaram aqui, bem como faltaram os discos da minha cantora preferida: Simone!
Mas apesar de eu gostar de Simone demais, ainda prefiro o disco "Gal Tropical" da Gal Costa, porque acho que foi o disco mais bem produzido no Brasil até hoje, e a voz da Gal realmente estava demais!
Mas sei que essa opinião é a minha, e cada um tem a sua, cada um gosta de música ao seu próprio modo. E saúdo você, amigo, pela lista: está excelente, e confesso que eu não saberia fazer uma lista assim, mesmo sabendo que os meus gostos musicais casam com os seus até demais!

Anônimo disse...

E parabéns por citar "Outras Palavras", do Caetano! Pra mim, esse também é o melhor disco dele, embora seja sempre posto de lado pelos outros (que, diga-se de passagem, também são lindos! Caetano é um mestre mesmo, demais!)! "Outras Palavras" é um disco lindo, extremamente sonoro, divertido, e até cheguei a tomar um susto ao vê-lo de cara na sua lista! Até hoje ninguém tinha citado esse álbum de 1981 em lista alguma, e que tem lindas músicas como a faixa-título, "Sim/Não", "Nu Com A Minha Música", "Rapte-me, Camaleoa", "Jeito de Corpo"! Esse disco do Caetano sempre foi tido como um disco menor dele, e eu o considero o melhor, embora reconheça que os outros também são excelentes! Um mestre sempre é um mestre, e é sempre difícil escolher o que é melhor em sua obra, mas do Caetano também escolho "Outras Palavras"!
Mais uma vez, a lista está de parabéns, Sérgio! Parabéns a você por seu gosto musical apurado e ricamente brasileiro!

Antonio Vergara disse...

Qualquer lista de melhores discos do Brasil que não contém ao menos um de Raul Seixas realmente não merece credibilidade. Mas como você mesmo já assumiu que credibilidade não é o seu forte está explicado...

Anônimo disse...

Antonio Vergara, aqui não se está discutindo credibilidade ou não. Estão se discutindo gostos, preferências. O Sérgio não gosta do Raul, é um direito dele. Não se deve ficar com raiva disso, pois afinal a lista do Sérgio é excelente. Também gosto do Raul, mas não sejamos tão radicais.
De qualquer forma, senti mesmo a falta de qualquer menção sobre qualquer disco do Raul nessa lista, pois realmente Raul é demais! Embora eu ache que a lista do Sérgio é excelente, não consigo entender porque ele excluiu totalmente o Raul dela! Mas, gosto é gosto, né? Fazer o quê?
De qualquer forma, se o Sérgio não falou, espero que você, Antonio, concorde comigo que "Krig-Ha Bandolo" (1973), "Gita" (1974), "Novo Aeon" (1975), "O Dia que A Terra Parou" (1977), "Mata Virgem" (1978), "Raul Seixas" (1983) e "Uah-Bap-Luh-Bap-Lah-Béin-Bun" (1987) mereceriam figurar de cara entre os melhores discos que já foram produzidos em terras tupiniquins! Raul é fera, é o Rei, e nunca será esquecido por seus fãs, cuja legião é imensa, e que nunca arreda pé de gostar desse Baiano Pai do Rock Brasileiro, o Eterno Maluco Beleza, Mais-Que-Beleza!

hungriacabral disse...

foda essa lista! muito boa! bate muito com o meu gosto! O disco do Lô Borges, o via láctea, é uma pepita mesmo. Harmonias e melodias diferenciadas.

Nélson Brezolin Rotta disse...

Kelly Key?

Nélson Brezolin Rotta disse...

Essa lista é muito boa, milhares de vezes melhor que a da (chatíssima) Rolling Stone! Mas fiquei muito curioso para saber quem caiu nos outros cortes...

Marcelo Da Viá disse...

Sérgio, assim como vc, sou um grande fã do grande Caetano, para mim o maior compositor brasileiro de todos os tempos, sim, incluindo desde Chiquinha Gonzaga (!), Sinhô, Lmartine, Ary Barroso e, pasme, Tom Jobim. O único que me faz balançar nesta afirmação é Dorival Caymi, este talvez acima do comterrâneo mais moço. Há um erro no q vc disse sobre Transa (discaço): ele foi de fato lançado no Brasil, qnd Caetano já tinha conseguido regressar ao país, mas foi gravado inteiramente em Londres, abração, valeu M

Marco Argentino disse...

Obrigado, soy de argentina y gracias a este listado conoci muchas cosas nuevas, sin embargo, desde la distancia y la ignorancia me cuesta comprender que no haya ni un disco de Cassia Eller ni de Arnaldo Antunes (aunque claro, está titas, pero su carrera solista, al igual que la de Nando? es fundamental). Saludos!

Matheus disse...

Antes de qualquer escrita, acho que você merece um saudoso parabéns por essa belíssima lista, Sérgio.

Quanto as escolhas, acho que o leitor deveria sempre se sensibilizar que o titulo "MELHORES DA MUSICA BRASILEIRA" não é literal, talvez nem mesmo pro autor. Talvez "GIGANTES DISCOS" caiba melhor no imaginário, por que são gigantes todos os escolhidos.
Já acessei essa lista cinco vezes, em cinco diferentes momentos da minha vida, e toda vez que volto acabo descobrindo mais beleza musical. Espero um dia chegar ao ponto de ter escutado tantas maravilhas de discos e bandas quanto você, Sérgio. De fato, seu repertório é belissimo. Embora, aqui uma leve indagação, senti falta de discos de outros gêneros como o samba e o choro, seria apenas uma questão de predileção sua? Se for, recomendo a busca e a escuta.

De toda forma, fica aqui toda minha gratidão por ter me apresentado a inúmeros discos e artistas maravilhosos.

Muito obrigado!

Anônimo disse...

Eu incluiria 'Revolta dos Dândis', dos Engenheiros do Hawaii, com toda a genialidade crítica e descontraída do Humberto Gessinger.

achocds disse...

RAPAZ EXISTE UM DISCO DO FLAVIO VENTURINI CHAMADO CIDADE VELOZ QUE cho que deveria entrar nessa lista.

Anderson disse...

Excelente top 100. Discordo de alguns discos, concordo com a maioria. O que não se pode negar: sua lista é tão boa que os comentários ultrapassam os anos (estamos em 2016)! Parabéns.

Anônimo disse...

Sem Raul Seixas? meu Deus cara!!! kkk, no mínimo o NOVO AEON nesta lista.