segunda-feira, julho 01, 2013

Genesis (1976-1981)



Voltando a este blog musical, meu primeiro blog, exclusivo para textos sobre música, qualquer tipo de música. 

Nada mais justo que esta volta seja feita por causa da reaudição de alguns discos de uma banda que eu sempre amei, Genesis.

Reouvi a fase 1976-1981, ou seja, os primeiros discos sem Peter Gabriel, até a virada para o pop. O juízo sobre esses discos não mudou. Continuo achando Wind and Wuthering e And Then There Were Three superiores a todos os outros (creio que seja possível incluir aí os que a banda fez depois de Abacab). Ainda acho Duke o mais fraco de todo o período. As cotações continuam assim:

A Trick of the Tail (1976) * * * *
Wind and Wuthering (1976) * * * * 1/5
And Then There Were Three (1978) * * * * 1/5
Duke (1980) * * *
Abacab (1981) * * * *

Stephen Thomas Erlewine, do AMG, diz que Wind and Wuthering é o disco que marca um começo de mudança para a fase pop, e que And Then There Were Three é mais forte ainda na direção do pop oitentista que a banda fará daí em diante. Certo. Mas percebo muito mais diferença em Duke, com sua capa infantil refletindo uma busca por uma sonoridade mais simples e direta, do que no disco anterior, cuja melancolia se afastava do pop que os tornaria mundialmente famosos. Eles nunca haviam feito algo tão pop quanto "Misunderstanding" ou "Turn It on Again", presentes em Duke. Os resquícios do progressivo sobrevivem em "Duke's Travel" e "Duke's End".

Erlewine também se impressiona com a diferença de "Your Own Special Way", presente em Wind and Wuthering, e o som padrão Genesis até então. A letra romântica pode até sinalizar novos tempos, mas a sonoridade está mais para Crosby, Stills and Nash do que para o que a banda faria em seguida, e existem baladas mais melosas em A Trick of the Tail ("Mad Mad Moon" e "Ripples").

A virada para o pop iniciada com tudo em Duke vai encontrar melhor tradução em Abacab, possivelmente o melhor disco do Genesis nos anos 80. "No Reply at All" é um clássico do funk branco, com a ajuda dos "corneteiros" do Earth Wind and Fire. "Keep it Dark". "Abacab" e "Another Record" mostram uma inventividade ainda intacta, só que não mais a serviço do prog. Abacab é certamente um disco injustiçado.

TOP 10 da fase, hoje:

1) One For the Vine (WaW)
2) Burning Rope (ATTWT)
3) Blood on the Rooftops (WaW)
4) Undertow (ATTWT)
5) Scenes From a Night's Dream (ATTWT)
6) Your Own Special Way (WaW)
7) All in a Mouse's Night (WaW)
8) Misunderstanding (D)
9) No Reply at All (A)
10) A Trick of the Tail (ATotT)

4 comentários:

Elson disse...

Sérgio sempre quiz que alguém fizesse um comentário a respeito do monólogo que o personagem Patrick Bateman (Christian Bale) do filme "Psicopata americano" faz a respeito dos discos do "Gênesis", que lhe parece?
abs

Roberto (Fonfagu) disse...

Que bom que voltou com o blog, Sergio, sempre fui fã das suas postagens por aqui.
Quanto ao Genesis, dessa fase a que vc se refere, meu preferido é o Wind and Wuthering.
* Curioso vc falar de Genesis nesta volta, a algumas semanas atrás estava ouvindo muito o The Lamb Lies Down on Broadway.
Vida longa ao blog. Abs.

Sérgio Alpendre disse...

Elson, pelo que lembro ele prefere a fase pop, justamente quando fica mais FM do que nunca, em Invisible Touch. Tudo a ver com o personagem.

Sérgio Alpendre disse...

valeu, Roberto.